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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A HISTÓRIA DOS SUPER SENTAI PARTE 6

A ERA DA AMERICANIZAÇÃO

Muuuuuuuuuito bem, entrincheirados. O assunto das gangues de japas coloridos voltou. Se você é da turma que só acompanhou essas séries a partir de Power Rangers, então não leia as outras cinco postagens sobre o assunto, pois lá estão as velharias que não foram corrompid... digo, adaptadas pelos americanos. A partir de Zyuranger, todas as séries seguintes vieram pra cá como “Power Rangers Alguma-Coisa”. Então vamos lá pro início das cagad...ops, adaptações dos EUA.


ZYURANGER
Kyoryu Sentai (Esquadrão Dinossauro) Zyuranger é a série Super Sentai de 1992. Seus 50 episódios serviram de base para a criação da primeira temporada de Power Rangers (Hora de Morfar O MEU OVOOO). Temas como a Era Jurássica, contos de fada e espacial fazem parte do enredo, gerando uma mistura que incrivelmente não vira uma bagunça. Zyuranger ajudou a acabar com a temática adulta dos Sentais, usando a comédia mesmo nos vilões mais importantes. O maior exemplo disso é a Bruxa Bandora, maior inimiga dos heróis, interpretada pela sensacional Machiko Soga, conhecida por aqui como a Aracnin Morgana, de Jiraiya. Outros rostos conhecidos do público brasileiro são Shiro Izumi (Change Pegasus em Changeman), interpretando Dragon Ranger (o verde) e Takumi Hashimoto (Manabu em Jiraiya) como Tiger Ranger (o amarelo). Sim, no original a única mulher era a Ranger rosa.
170 milhões de anos atrás, durante a era dos dinossauros, as Dinoferas sofreram um ataque das forças do mal de Gran Satã, lideradas pela Bruxa Bandora. Ela odiava dinossauros e quis erradicar todas as espécies da face da Terra. Ao final da guerra, Bandora e seus lacaios foram presos dentro de uma urna mágica e banidos para o planeta Nemesis. Mas uma profecia dizia que após 170 milhões de anos, o planeta Nemesis iria se aproximar da Terra e Bandora iria fugir e transformar o nosso planeta em um cemitério. Então, cinco crianças dos cinco grandes reinos se ofereceram pra permanecer em um tipo de hibernação até o dia em que Bandora voltasse. Barza, o mago branco, os vigiou durante seu longo sono. No presente, Bandora consegue escapar graças a astronautas. Os cinco guerreiros foram despertados pra combater as forças do mal, e com o poder das Dinoferas se tornaram o Esquadrão Dinossauro Zyuranger.
Ahááá, e não é que o Manabu levou a sério os ensinamentos de Tetsuzan?
Uma inovação da série foi que cada Ranger, ao invés de ter um carro ou jato, tinha seu próprio robô. Com o surgimento dos mechas individuais, nasceu a modinha dos objetos de invocação. Cada guerreiro só poderia invocar seu mecha se possuísse o tal objeto relacionado a ele. Em Zyuranger, esses objetos eram os cristais Dynocrystals. Quando combinavam seus mechas, formavam o robozão Daizyujin. Outra inovação foi a chegada de um sexto membro, nesse caso o verde Dragon Ranger, fato que se tornaria costume nas séries posteriores. Como ele também tinha um robô, as combinações com os outros gerava novos robozões e mais e mais brinquedos.
Megazord não, Daizyujin...

DAIRANGER
Gosei Sentai (Esquadrão Cinco Estrelas) Dairanger é a 15ª série do gênero Super Sentai, produzida em 1993. A preguiça dos americanos os fez adaptarem a série pra ser a segunda temporada de Power Rangers. Foram 52 episódios para TV e 1 especial de cinema. Essa série possui um dos roteiros mais complexos e melhores trabalhados de todos os tempos, sendo que cada episódio está preso ao outro de um jeito nunca feito antes, sendo também a primeira a usar como tema a cultura oriental.
Dairen'oh é um dos trocentos robôs da série
Na história a tribo Gohma desperta nos tempos modernos após 6000 anos. No passado ela foi derrotada pela tribo Dai, o que garantiu a liberdade do restante dos povos. Agora, os Gohma querem dominar nossa atual civilização. Os Dairanger são a nova geração dos guerreiros da tribo Dai, mas os herdeiros legítimos da tribo Dai atualmente são muito poucos, no grupo apenas Ryou (o vermelho Ryuranger) e Lin (a rosa Hououranger) são descendentes. O fato de alguns mocinhos terem laços com os vilões gera surpresas até o fim da série.
Demônio Boxer Jin Matoba: um vilão muito casca-grossa
Outra coisa surpreendente em Dairanger é seu sexto integrante: Kou, o branco Kibaranger, é um menino de apenas nove anos, fato totalmente ignorado pela produção americana, onde o Ranger verde de Zyuranger é que vira o Ranger Branco. Deve ter amadurecido...
Só não me pergunte como Kou fica adulto no uniforme de Ranger Branco...


KAKURANGER
Já que a idéia de usar a cultura asiática deu certo em Dairanger, a série seguinte seguiu pelo mesmo caminho. Ninja Sentai (Esquadrão Ninja) Kakuranger, produzida em 1994, usou como tema o universo ultra-bacana dos ninjas. A série “Mighty Morphin Power Rangers” usou Kakuranger pra ser a 3ª temporada deles, mas no original japonês temos 53 episódios, além de 1 especial de cinema, um 1 curta-metragem (onde recebem uma ajudinha dos Fiveman, Jetman, Zyuranger e Dairanger) e 1 especial de vídeo (ao lado dos Oh Rangers).
A base dos heróis servia como barraca de crepes nas horas vagas. Sério...
O seriado usa várias criaturas do folclore japonês como monstros e vilões, onde o narrador daqueles teatrinhos de papel (Teatro Kamishibai) nos explica a lenda que envolve o monstro do dia. Com muito humor, Kakuranger ainda tinha as famosas onomatopeias nas cenas de luta, que nem no seriado do Batman nos anos 60. A inovação ficou por conta dos robôs individuais, que podiam lutar mesmo sem as conversões com os outros. Por exemplo, se um episódio tinha o Ninja Black como o principal, ele podia até mesmo derrotar o monstro gigante sozinho. A idéia de cada membro da equipe se transformar em um robô é interessante, mas o exagero em número de robôs das séries anteriores acaba deixando ela meio que comum.
Os Juushou Fighters e suas formas blindadas
Foi a partir de Kakuranger que a liderança só do guerreiro vermelho começou a balançar um pouco, tirando um dos clichês desse tipo de série e mostrando que os outros membros também tinham voz ativa.
O 6º membro nem era humano e mudava de forma depois que era insultado.
Percebam que os roteiros eram completamente diferentes dos Power Rangers, não tinham nada de “Malhação”. O mérito de Malha... digo, Power Rangers foi trazer os Super Sentai de volta ao Brasil. Mesmo que do jeito inferior que estamos acostumados a acompanhar. Mas viva a internet e as almas bondosas que costumam postar os episódios pra quem quiser garimpar. See ya later...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A HISTÓRIA DOS SUPER SENTAI - PARTE 5

OS SENTAIS AMADURECEM

Super sentai de novo na área. Pra quem perdeu as outras postagens ou é daqueles que não lê esse blog (como a grande maioria), chegamos aqui ao finalzinho dos anos 80 e comecinho dos 90. As próximas quatro séries estão entre as melhores do gênero em relação a produção. A temática adulta predomina entre elas, abandonando um pouco os temas espaciais. Deixaram de ser “coisa de criança”, principalmente Liveman e Jetman. Simbora então dar uma olhada em uma de cada vez, né?


LIVEMAN
Choujuu Sentai (Esquadrão Super-Feras) Liveman é a 10ª série Super Sentai, produzida em 1988, com 49 episódios. Fez um enorme sucesso no Peru e na França foi chamada de Bioman 3 em uma jogada de marketing semelhante à ocorrida no Brasil, onde Spielvan foi chamado de Jaspion 2.
O centro da história é uma academia de ciências, onde três estudantes desenvolvem um traje chamado Liveman e o testam em dois amigos. Porém, outros três alunos da academia se aliam ao império de gênios do mal do Dr. Bias e matam os dois irmãos com os trajes. No dia da formatura, os gênios do Império Volt aparecem e destroem toda a academia. Os três estudantes que desenvolveram os trajes Liveman os pegam e passam a usá-los pra defender a Terra. Com o passar da série, o Império Volt fica mais forte, fazendo os irmãos caçulas dos dois estudantes mortos no início da série retornarem pra vingá-los, completando o esquadrão das super-feras. Liveman chama a atenção pela consistência dos roteiros, que muitas vezes criam ótimos episódios. Ao longo deles, é comum ver alguns vilões modificando o próprio corpo pra ter mais poderes. Liveman é uma série onde os vilões são muito mais bem trabalhados que os heróis. 
A vilãozada ganhou grande destaque na série.
Na tecnologia ela conseguiu desenvolver bem os efeitos luminosos criados a partir de Flashman e Maskman. Criou-se uma técnica onde, logo após a morte do monstro, os efeitos luminosos encobriam a explosão falsa da filmagem real. Assim, não precisava mais usar uma cópia de porcelana do monstro pra explodi-la, um dos piores efeitos, por sinal, muito usado em Changeman. O resultado seria parte dos efeitos especiais de muitos sentais no futuro.


TURBORANGER
Kousoku Sentai (Esquadrão de Alta Velocidade) Turboranger é a série Super Sentai de 1989. Teve 51 episódios, 1 especial de cinema e um capítulo Zero, exibido uma semana antes da série. Nele, as equipes anteriores, a partir de Battle Fever J, aparecem pra saudar a (até então) mais nova equipe de defensores da Terra. Uma nova moda surgiu nessa série: em vez de um tema central, até três assuntos diferentes podiam ser vistos desenvolvendo a história daqui pra frente. Com Turboranger, havia o clima escolar, o tema de carros e velocidade e a ecologia. A vantagem disso era trabalhar melhor os personagens. Tínhamos, por exemplo, no lado do tema escolar a professora Yamaguchi e os futuros vilões Nagareboshi e Tsukikage. Na preservação ecológica havia o professor Dazai, a simpática fadinha Sealon e Lakia, um animal lendário protetor da Terra, os três aliados dos Turborangers, cinco colegiais que usavam poderes baseados em veículos.
Turbo Robô, formado pelos carros do pessoal colorido.
Por ser a primeira com tanta variedade, Turboranger foi uma série curiosa, em que é difícil saber qual a próxima surpresa. Pra se ter uma ideia, praticamente todos os vilões que aparecem no início do seriado são derrotados e substituídos na metade da série, que de descontraída passou a ser pesada. Surpresas também vimos com relação aos robôs gigantes pra comemorar o décimo aniversário dos super sentai (contando a partir de Battle Fever J). Já era comum as equipes combinarem dois robôs em um maior, mas Turboranger inovou dando uma forma de combate até pra sua base Turbobuilder, a gigantesca fortaleza móvel dos veículos da equipe. Quando unida aos dois outros robôs do grupo, gerava a Turbobuilder Robot Mode, exageradamente gigantesca.
Super Turbobuilder: maior, impossível.

FIVEMAN
O bom resultado dos efeitos especiais de Liveman e Turboranger fez com que o sentai seguinte, Chikyuu Sentai (Esquadrão Terrestre) Fiveman, de 1990, os usasse além das simples explosões, como na montagem do Five Robô. Nos dois casos dá pra reparar um grande progresso a partir dessa série: velocidade na ação. Dá pra manter o ritmo de uma série sem aquele lenga-lenga de esperar meia hora pro robô ficar pronto.
Arthur G6, o robô-babá.
No enredo, contado em 48 episódios, o Dr. Hoshikawa estava tentando encontrar uma forma de transformar o planeta Sedon em um planeta com vida. Eis que o grupo Zone chega e destrói seu laboratório. Depois disso ele e sua esposa ficam separados de seus cinco filhos. O Dr. Arthur G6, robô assistente do Dr. Hoshikawa, passa a criar seus filhos pra quando crescerem lutarem contra o Império Zone. A importância do robô Arthur é tão grande quanto a de Mag pros Flashman. Outra coisa interessante é que os cinco irmãos guerreiros são professores.
Pois é, na galeria de vilões tínhamos um monstrão catarrento.
O Império Zone cruza o universo na Base Galáctica Vulgyre, atacando mundos com seus Guerreiros Galácticos. Até agora, destruíram 999 planetas e a Terra está prestes a ser o milésimo. Quando o Império Zone destruir o seu milésimo planeta, a Imperatriz Medow terá o benefício da vida eterna. Será que conseguirá????


JETMAN
Choujin Sentai (Esquadrão Homens-Pássaros) Jetman foi a 13ª série Super Sentai, produzida em 1991. Ao todo tem 51 episódios. Chamou a atenção do público jovem adulto mais que qualquer outra, por ter um contexto mais sério. A série é tida por muitos fãs do gênero como o melhor Super Sentai já produzido. Outra das coisas boas de Jetman é o acabamento nos uniformes, As máscaras ganharam detalhes nunca antes vistos. Talvez o único defeito seja que na série recorreram às famigeradas “cordas invisíveis” pra dar o efeito de voo dos heróis, o que a gente não via desde Changeman hehehe.
Os super-passarinhos com a Comandante Aya.
Os cientistas da Sky Force, um departamento militar de defesa, descobrem uma energia chamada Birdonic. Eles procuram uma forma de transplantar tal energia nos humanos. A comandante Aya Odagiri (primeira mulher a chefiar um esquadrão) escolhe 5 pessoas pra fazerem parte do tal projeto, dentre eles o casal Ryu Tendo e Rie Aoi. Logo depois de Ryu ter recebido a energia Birdonic, a base da Sky Force (numa estação espacial) é atacada pelas forças de Vyran, e Rie é sequestrada. Os padrões de energia restante se espalham aleatoriamente pelo Japão e atingem quatro civis. Aya e Ryu partem na busca das pessoas atingidas. Com alguma relutância inicial dos quatro membros restantes, é formado o Esquadrão Homem Pássaro Jetman, que luta contra a invasão de Vyran, comandada por Radiguet.
O seriado tem uma temática adulta, mas um dos vilões é um moleque. Vai entender...
A construção dos personagens era incomum na época: Kaori (White Swan - Cisne) é uma garota rica que se uniu aos Jetman pra fugir dos dias monótonos que passava; Ako (Blue Swallow - Andorinha) quer se casar com um cara rico. Primeiramente se juntou aos Jetman se pagassem 1.800 ienes por hora e que fosse por meio expediente (hehehe, olha o Aranha aí). Mas na primeira luta, despertou seu senso de justiça, fazendo-a lutar como uma guerreira (e de graça); Raita (Yellow Owl - Coruja) é o bonachão, lembra bastante o Yellow de Goggle V, pois é o falso gordinho que é forte; já Gai (Black Condor) é o encrenqueiro que adora brigar e com muitos problemas com a polícia. No começo brigava com Ryu, mas com o tempo foi ficando mais calmo e ambos se tornaram amigos. Chegou a namorar Kaori durante a série, mas no final ela acaba casando com Ryu (Red Hawk - Gavião), que acabou perdendo a namorada Rie durante a trama. Aliás, o final da série é trágico, pois três anos após destruírem Vyran, eles comemoram o casamento de Ryu e Kaori. Ao se dirigir para o casamento, Gai tenta impedir um assalto, mas é esfaqueado. Mesmo assim ele acaba chegando à festa, ferido mas fingindo que não é nada, e acaba morrendo.
Gai fingindo estar tudo bem antes de morrer. Só não me pergunte
porque ele foi pro casamentro ao invés do hospital.

Realmente é uma pena que essas séries não desembarcaram por aqui. As constantes repetições de Changeman e Flashman esfriaram a empolgação pelos seriados japoneses. Felizmente é possível assisti-las hoje, basta dar uma garimpada na net. Pro próximo capítulo, começo a falar das séries que chegamos a ver por aqui, mas não do jeito oriental. Afinal, todas foram estragadas pelas adaptações americanas chamadas (argh) Power Rangers. See ya later...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A HISTÓRIA DOS SUPER SENTAI - PARTE 4

OS JAPAS INVADEM O BRASIL

Voltando a falar de Super Sentai, entrincheirados. O assunto agora é bem conhecido pela maioria: as séries que chegaram aqui nos anos 80. Sem embaçar muito, vamos logo à primeira e melhor de todas (sou totalmente imparcial, viu? cof, cof, cof).

CHANGEMAN
Phoenix, Pegasus, Dragon, Griphon e Mermaid.
O Brasil foi apresentado às séries Sentais em 1988, com a chegada de Changeman. Sucesso absurdo junto com Jaspion, foi responsável pela volta do gosto brasileiro por séries nipônicas, ausente desde a família Ultra e National Kid. Dengeki Sentai (Esquadrão Elétrico) Changeman, traduzido e lançado no Brasil como Esquadrão Relâmpago Changeman, foi exibido em 1985 no Japão, contando com 55 episódios e 2 especiais de cinema. Aqui no Brasil, estreou pela extinta TV Manchete em 1988. Perto das séries anteriores e posteriores, Changeman tem uma produção capenga. Não se sabe o porquê dessa queda de qualidade, com muitas cenas usando recortes dos atores pra simular vôo ou queda, mas essa mesma tosqueira é diminuída por causa da ótima trilha sonora e as lutas de alto nível. 
Change Robô. Melhor que ele, só o Daileon.
 O tema espacial continuou em Changeman, mostrando os Defensores da Terra, grupo de proteção da Terra chefiado pelo sargento Ibuki. O comandante Giluke, encarregado da nave Gozma, invade a Terra com seu grupo de vilões: o pirata espacial Buba, a assistente Shima (sim, era aquela mulher que tinha voz de homem), o alienígena Gaata e o memorável Gyodai. Durante esse primeiro ataque, das profundezas do planeta emana a chamada “força terrena”, que se manifesta quando a humanidade se encontra em perigo. Ela banha 5 integrantes dos Defensores da Terra e cria o Esquadrão Relâmpago. A série foi a primeira a usar uma arma de fogo pra matar o monstro, nesse caso a Power Bazuca: Change Dragon grita “Poderosa Bazuca”, eles combinam as 5 peças e, quando montada, todos falam “Power Bazuca”. Mas que seja… Destroem o monstro e surge, então, a outra inovação da série: Gyodai, o bicho que só fala o próprio nome e lança um raio que torna o monstro derrotado em gigante. Era a primeira vez que tal artifício era usado pra dar a desculpa pros heróis usarem seu robozão.
Gyodai, Buba, Giluke, Shima e Gaata
Os episódios de Changeman acabam tendo seu foco centrado em algum dos 5 integrantes, que sempre giram em torno de superação, amizade, paixões. Muitos episódios são inúteis pro enredo da série, mas temos alguns que se destacam. Um dos melhores é “A Fuga de Gyodai”. Ele resolve fugir da base de Gozma e causa muita confusão na Terra. Ao decorrer do capítulo, Tsurugi percebe que o alienígena se sente triste por não ter amigos de sua espécie, então todos os 5 se disfarçam de Gyodais pra recuperarem um míssil que ele havia engolido e poderia explodir. Hilário e tocante, além do fato de mostrar algo como os vilões dormindo na nave enquanto não atacam, algo que às vezes no universo de heróis e vilões passa despercebido.
Gyodai festeja com os "novos amigos"
Outro memorável é “A Morte de Buba”, onde o pirata trava um duelo dramático com Change Dragon, no qual acaba gravemente ferido e morre logo depois. A cena de sua morte é considerada por muitos uma pérola clássica dos seriados Super Sentai. 
Cena copiada inúmeras vezes. Mandou bem, Buba...quer dizer, Dragon.
Changeman é um seriado em que os vilões principais na verdade também eram vítimas do senhor Bazoo e acabaram entrando nessa luta pra sobreviverem e, no momento que tiveram a oportunidade de mudar isso, aproveitaram. O legal é que, mesmo com aqueles cenários descarados de estúdio, locações repetidas para as batalhas (a famosa pedreira da Toei, presente em 342% das séries japonesas), os defeitos especiais, tinha um roteiro divertido. Deixou saudades e marcas visíveis até hoje. VAMOS, CHANGE!!! 

FLASHMAN
“Um dia, cinco crianças foram raptadas da Terra e levadas aos confins do Universo. E após 20 anos... Comando Estelar Flashman”. Era assim que começava Choushinsei (Supernova) Flashman, produzido em 1986. Segunda série Super Sentai a ser exibida no Brasil, aqui foi lançada como Comando Estelar Flashman em 1989. Ao todo, possui 50 episódios e 2 especiais de cinema. Lembro perfeitamente quando um colega de escola veio com o comentário: “É uma mistura de Changeman com Jaspion!”. Mas apesar do exagero da comparação, vibrei com a curiosidade de ver se eram mesmo melhores que os Changeman (afinal, era só o segundo seriado do gênero a passar por aqui, era novidade).
Go, Lu, Jin, Gostos...digo, Sara e Dan
Os cinco integrantes desta série foram raptados quando crianças, crescendo nos satélites do planeta Flash, cada um desenvolvendo diferentes habilidades. Sabendo que o Imperador Mess está prestes a invadir a Terra, os cinco guerreiros retornam ao planeta pela primeira vez após o rapto, dispostos a se vingarem e a defender sua Terra natal. Ao chegarem à Terra os heróis ficam encantados com o mundo novo que descobrem, agindo feito crianças a cada descoberta, querendo aproveitar a infância que não tiveram e partindo em busca de seus pais. Ao contrário dos Changeman, que por serem militares contavam com um exército de apoio e companheiros humanos, os Flashman tinham apenas a robô Mag como companhia. Flashman foi o primeiro sentai a ter o lado sentimental como princípio. Afinal, eram órfãos que só tinham uns aos outros (oowwnnnn).
Matando monstros com estilo.
Os Flashman tinham a Cosmic Vulcan, arma formada pelas bazucas de cada um, todas elas iguais, enormes e que eles guardavam Deus sabe onde. A rajada parece até um lindo arco íris, com a união das cores dos heróis girando em torno de si (mais fru-fru impossível). Gigante graças à ação de Medusan, o monstro enfrenta Flash King, o robozão principal. Ele chega a ser destruído, sendo substituído por Titan Jr. Mas Flash King retorna pra socorrer Titan Jr. alguns episódios depois. Acabou que os Flashman passaram a usar dois robôs de combate: se o monstro fosse ameaçador, Flash King era o escolhido da vez; se o monstro fosse cômico, Titan Jr. entrava em ação. Fora que eles ainda tinham o Gran Titan, um robô que de tão estranho nem se mexia, soltava um baita raio e acabava com o monstro numa paulada só.
Gran Titan, Titan Jr. e Flash King
Volta e meia aparecia o Dr. Tokimura na série, um cientista inventor da máquina do tempo que sonhava voltar 20 anos atrás, época em que teve um filho raptado por caçadores espaciais. Nesse tempo sua esposa e ele perderam a memória e não conseguiam se lembrar nem do sexo da criança (aff, só porque todo japonês é igual?). Depois a esposa do Dr. Tokimura se lembra de que a criança era uma menina. No penúltimo episódio, Sara (Yellow Flash) descobre ser ela essa criança (hoje em dia um simples exame de DNA resolveria tudo).
Ai, ai...
No time dos vilões, destaque pra gatíssima Néfer (a atriz Sayoko Hagiwara já tinha sido a Dyna Pink em Dynaman) e Wandar, que no início era meio trapalhão, mas depois vira o invencível Wandalo, cujo golpe apelão pra caramba é "Espada Demoníaca: Tempo congelado em 3 segundos". Enfim, as aventuras dos Flashman são consideradas mais adultas que as dos Changeman, mas eu não penso assim. Apenas teve um roteiro mais elaborado. Difícil dizer qual série supera a outra, embora eu tenha um carinho muito maior pelo Esquadrão Relâmpago Changeman. No fim das contas, pra quem acompanhou o primeiro “boom” de séries japonesas a invadir o Brasil, esta com certeza é uma das melhores.


MASKMAN
Pra completar a sequência no Brasil, veio Hikari Sentai (Esquadrão da Luz) Maskman, série de 1987. Lançada no Brasil em 1991 como Defensores da Luz Maskman, possui 51 episódios e 1 especial de cinema. Maskman corrigiu os erros de Changeman e Flashman com um enredo muito bom, sobre um povo que vive nos subterrâneos da Terra pacificamente ao lado de outras criaturas. Depois de desfazer a união das princesas Ian e Igan, o Rei Zehba sobe ao poder, agora querendo dominar a superfície. A princesa Ian foge pro nosso mundo e conhece Takeo (futuro Red Mask).
Mina Asami fez a Princesa Ian, a vilâ Igan (acima) e filme de mulé pelada
O primeiro episódio também se mostra bem diferente das séries anteriores, com os personagens aparecendo um a um, e o ar de que eles são os heróis, mas não mostram de cara do que são capazes. A cena inicial de Takeo disputando uma corrida e a sua amada Miho surgindo em sua frente pedindo socorro, se bem trabalhadas hoje em dia, daria um ótimo filme de aventura, com personagens bem moldados e uma história que poderia, sim, transformar um simples super sentai em algo mais próximo de Os Vingadores, menos caricato e mais verossímil.
A galera com Shaka de Virg...quer dizer, Chefe Sugata
Orientados pelo Chefe Sugata, Takeo e mais quatro amigos passam a lutar para preservar a luz e a liberdade. Com um tema zen-oriental, os guerreiros obtêm todos os seus poderes através da meditação, com a qual conseguem elevar a mente até gerar a Aura Mask. A série deu continuidade à inovação dos 2 robôs, sendo a primeira a ter um robô composto de 5 partes e uma segunda bazuca. 
Cada um com seu gesto pra despertar a Aura Mask
Alguns detalhes são realmente bastante apurados pra um sentai. Por exemplo, você já se perguntou como é possível que nessas séries a equipe surja do nada quando um monstro está à solta, e como eles saem tão rápido da base e chegam onde estão ocorrendo os ataques em questão de segundos? Em Maskman a base está interligada a uma espécie de ferrovia que fica no subsolo, com caminhos para pontos estratégicos da cidade, onde rodam pequenos trens-bala supervelozes. Isto explica porque os coloridinhos nunca se atrasam pra cumprir o dever. Em diversos episódios esses trens são mostrados e quebram um galho gigantesco quando os Maskman estão com a corda no pescoço. Maskman não teve o mesmo sucesso no Brasil que Changeman e Flashman, talvez pelo tema mais adulto ou aquela enjoada comum depois de 3 anos de reprises. Mas olhando pelo lado técnico, com certeza é a melhor entre os três.

No próximo post sobre as gangues japonesas que adoram socar monstros, vou falar sobre quatro séries "duca" que infelizmente nunca chegaram por aqui. See ya later...

sábado, 12 de abril de 2014

A HISTÓRIA DOS SUPER SENTAI - PARTE 3

Anos 80 em 5 cores (ou3)



Faz um tempinho desde meu último post sobre Super Sentais, então vamos voltar ao assunto da galera japonesa colorida. Temos agora a entrada dos anos 80, onde os clichês de espionagem e investigações das séries anteriores foram abandonados, dando espaço a novos poderes e às manjadíssimas explosões. Esse período é marcado por séries com muito humor e que abusavam dos efeitos de câmera. Vamos ver os quintetos que surgiram no começo dos anos 80. Bom, no caso desse primeiro grupo, é um trio.


SUN VULCAN 
Em 1981 tivemos o único trio entre os super sentai, o Taiyou Sentai (Esquadrão Solar) Sun Vulcan, que também foi o primeiro e único sentai a ter apenas integrantes masculinos. Essa fórmula já chegou a ser usada outras vezes, mas sempre outros integrantes completaram o time durante a história, mas em Sun Vulcan foram três até o fim. E o nome já dizia tudo. A palavra sun (sol, em inglês) não se referia só ao Esquadrão Solar, porque a pronúncia (san) também quer dizer três em japonês.

Hedorian retorna, agora uma ciborgue.
A Rainha Hedorian, vilã da série Denjiman, ressuscita aqui. Isso indica que Sun Vulcan é uma continuação de Denjiman, apesar do fato de nada ser citado sobre a série anterior. Apresenta o primeiro mecha a se formar por combinação e a "falar" no momento do golpe final. A série também foi marcada pela troca do líder vermelho, única mudança no líder de uma equipe. Ryusuke Oowashi decide deixar o grupo pra fazer pesquisas espaciais para a NASA. Como seu substituto, Takayuki Hiba foi recrutado e muito bem recepcionado. A série teve 51 episódios.



GOGGLE V

Criada em 1982, Dai Sentai (Esquadrão Gigante) Goggle V é a 4ª série Super Sentai. Tiveram 50 episódios e 1 especial de cinema. As manjadas cenas em que os heróis pulam de cima da montanha tiveram um novo enfoque na série devido aos diferentes ângulos de filmagem. Já as coreografias são influenciadas pela ginástica olímpica, na época fazendo muito sucesso. Na história, o Dr. Hongo orienta o grupo Computer Boys & Girls a escolher 5 jovens para formar o Goggle V. Os guerreiros selecionados representam antigas civilizações, onde cada um carrega uma pedra preciosa no capacete que representa essas civilizações. Nesse contexto, as crianças têm um grande destaque. Elas operam o centro de pesquisas pelo qual os Goggle V são informados dos ataques da Desdark. Segundo os produtores, já que o tema abrangeria a ciência do futuro, nada mais justo do que colocar os “símbolos do amanhã” para controlá-la. O inimigo é o Império Desdark, liderado pelo chefe Taboo, que é um exército que semeia a destruição e a discórdia no universo através de sua Ciência Maligna.
Computer Boys & Girls: criançada que ajudava os Goggle V.


Com o sucesso de Goggle V, o termo "Super Sentai" passou a ser muito respeitado, atraindo a atenção das TVs de fora do Japão, tanto que foi uma das séries exibidas por aqui. Com o nome de Gigantes Guerreiros Goggle V, foi exibida no Brasil em 1990 pela TV Bandeirantes, depois na Record. Goggle V foi a última série a usar cachecóis nos uniformes. As iniciais dos sobrenomes dos Goggle V significam no idioma japonês as cores que eles representam: Akama = vermelho, Aoyama = azul, Kuroda = preto, Kijima = amarelo e Momozono = rosa.
Miki Momozono, uma das "pinks" mais gatinhas.

 DYNAMAN 

A 5ª série super sentai, de 1983, foi Kagaku Sentai (Esquadrão Científico) Dynaman. Muitas expectativas cercaram a chegada de Dynaman, anunciado como um sentai explosivo, que daria continuidade à linha dos superpoderes. Foi a primeira a usar um uniforme mais brilhoso e sem as capas ou lenços das outras séries e também a apresentar as explosões vistas em outras séries japonesas. Tem ao todo 51 episódios e 1 especial de cinema.

O enredo e o ambiente lembram muito Goggle V, e até mesmo o herói preto é o mesmo. Junichi Haruta foi Goggle Black e Dyna Black, tornando-se o segundo ator a protagonizar dois seriados Super Sentai consecutivos). Mais um personagem vestido de preto viria em 1985, quando ele fez o vilão MacGaren em Jaspion. Já a Dyna Pink é interpretada por Sayoko Hagiwara, que seria Nefer, vilã de Flashman). Essa série originalmente era pra ser chamada de Baseball Sentai V. No especial “Kamen Rider x Super Sentai: Super Hero Taihen - Quem é o culpado”, aprendemos que DynaYellow era pra ser laranja.

Dynaman era do mal, afinal tinha Néfer (a gatinha) e MacGaren (de preto) na formação.
Depois de Dynaman, ficou claro que, pro gênero Super Sentai ter futuro, precisaria ficar na linha dos super poderes, que deu muito certo. Naquela época o pessoal estava agitado com a chegada do ano 2000, a “Era do Futuro”, e a tecnologia entrava de vez nos roteiros, gerando o desafio de ser convincente na telinha. O dinheiro era curto, já que a parceria com a Marvel tinha acabado, mas as séries começavam a ser comercializadas pra fora do Japão.



BIOMAN 


Uma das séries Super Sentai de maior sucesso da década de 80, Cho Denshi (Super Elétron) Bioman foi produzida em 1984. A produção sabia do pepino de fazer efeitos especiais decentes, mas fizeram o que dava pra fazer. Assim, ao invés de ter efeitos toscos, preferiram apostar no carisma dos personagens. Com isso, veio uma novidade beeem legal: Bioman era a primeira série a ter duas mulheres na equipe. Só que essa idéia quase foi pro vinagre por causa da atriz Yuki Yajima (Yellow Four). Dizem que ela não estava feliz com o salário e decidiu sair da série, mas a produção foi muito esperta pra resolver essa parada. No episódio 10 a Yellow Four morre, só que a atriz não aparece. Desde o começo só vemos Yellow Four de uniforme, sem voltar pra forma humana.
Bio Robô foi o primeiro mecha a ter algum destaque nas séries.
Também foi pioneira a dar importância ao robô gigante dos heróis, onde ele era peça-chave de muitas histórias. Também foi a partir de Bioman que as vozes dos integrantes da equipe passaram a gritar o nome do esquadrão nas aberturas enquanto o logo da série é exibido, algo que dura até hoje. Com 51 episódios e 1 especial de cinema, Bioman fez grande sucesso na França e nas Filipinas. Por causa desse enorme sucesso, Maskman e Liveman foram chamados de Bioman 2 e Bioman 3, respectivamente. Um seriado excelente que, pena, não passou no Brasil.

No próximo post, continuo o assunto. Afinal, nem cheguei na invasão japonesa por aqui...


See ya later!!!

sexta-feira, 14 de março de 2014

A HISTÓRIA DOS SUPER SENTAI - PARTE 2


A MUDANÇA DE DIREÇÃO DOS SENTAI


Spáiduman
Após Jacker, Shotaro Ishinomori abandonou o projeto dos Sentai, devido ao fracasso da série no Japão, considerada muito dramática. Com isso, a Toei resolveu inovar, formando uma parceria com a Marvel Comics para a produção de uma série do Homem-Aranha, com Saburo Hatte como principal criador.

A série, de 1978, conta a história de Takuya Yamashiro, um jovem motoqueiro que tem o pai, um arqueólogo espacial, assassinado pelo "Exército da Cruz de Ferro", um grupo de aliens que querem dominar o mundo. Ele próprio também ia ser morto quando foi salvo por Garia, o último guerreiro sobrevivente do planeta Spider (?), um mundo que foi destruído pelo Professor Monster e pelo tal exército. Garia injeta em Takuya um pouco do seu próprio sangue, que dá a ele poderes de aranha (tchãram) e lhe dá um bracelete que ativa seu traje aranha, dispara teias e controla a nave Marveller (??), que também pode se transformar em um robô de batalha gigante chamado "Leopardon" (???).
Usando seus poderes, Takuya, agora chamado de Homem-Aranha, protege a Terra de todas ameaças. Foi a primeira série a usar o famoso robozão que ajuda o herói.
LEOPARDON: o primeiro de todos os robozões
O sucesso foi estrondoso, levando as duas empresas a produzir uma nova série com os mesmos elementos.

BATTLE FEVER J
BATTLE FEVER J: dança e espionagem em um seriado muito legal
Com o sucesso da série do Homem-Aranha, a idéia original dos produtores era de fazer uma versão japonesa do Capitão América dentro dos moldes de Go Ranger e Jacker (a fórmula foi um sucesso em 75, não dava pra dispensar assim), onde os heróis teriam um robô gigante. No início, o nome do projeto era Capitão Japão (dãã) e iria contar as aventuras de 5 heróis com a ajuda do submarino Baser e do robô Nelson contra a Organização “B”.

Battle Fever Robô
Mas com o tempo tudo foi alterado e Battle Fever J nascia em 1979. A sociedade secreta EGOS, que quer colocar no poder o seu deus SATAN EGOS, começa a matar membros do Ministério Nacional da Defesa. Para impedi-lo, o general Kurama reúne 5 agentes de várias partes do mundo. Além das armas normais, os 5 possuem também o Battle Fever Robô, a bordo do qual eles combatem os monstros gigantes da EGOS. A partir desse ano as séries sentai começam a ser chamadas de super sentai e os robôs gigantes tornaram-se peças fundamentais para o sucesso delas. Essa série é a única a não representar por cores e sim só pelos países. Fever quer dizer “febre”, palavra em moda na época por causa do filme Os Embalos de Sábado à Noite, que também deu a principal característica de Battle Fever J: a dança. Cada integrante representava um país: Battle Japan, France, Kenya, Cossack (da União Soviética) e Miss America (EUA). Na hora do combate, os golpes eram baseados nos passos da dança dos respectivos países, por isso era comum ver a Miss America dando pé na cara dos Cutmen (os soldados que só apanham) e o Cossack girando com as mãos no chão enquanto passava rasteira. Mais ainda, cada guerreiro tinha na personalidade os hábitos das nações que representava: France se interessava por moda e luxo, Kenya adorava bichos (até conversava com eles), Japan era cerebral e paciente. O primeiro Cossack era um dos mais inteligentes do grupo e também estrategista, mas faleceu em combate ao defender uma garotinha tomando um tiro em seu lugar. Seu substituto tinha um jeito sério e na maioria das vezes saía em combate sozinho sem avisar aos outros companheiros. A Miss America era uma agente do FBI que resolveu se unir aos Battle pra vingar a morte do pai, morto pela EGOS. Foi ferida gravemente por um dos monstros de Egos, tendo que retornar aos EUA para maiores cuidados, sendo substituída por outra agente do FBI. Como era regra na década de 70, muita espionagem e investigações temperavam este seriado muito divertido, que teve 52 episódios de muito sucesso.


DENJIMAN
Contando então a partir da produção de Saburo Hatte, Denshi Sentai (Esquadrão Eletrônico) Denjiman é a 2ª série Super Sentai. Os direitos autorais desse seriado pertenceram à Marvel Comics, mas eles não estiveram envolvidos na produção. Go Ranger (o maior sucesso até então) seria referência pra qualquer sentai dali em diante. Em Denjiman voltou o guerreiro vermelho como líder e foi estabelecida a padronização dos uniformes, com capacetes de visor inteiro. Ao contrário do robô gigante do Battle Fever, o do Denjiman não vinha já montado, mas também ainda não era feito de vários veículos, mas sim uma variação da nave da equipe. O ator Kenji Ohba, ex-Battle Kenya, retornou aqui desta vez como o Denji Blue.
A turma de DENJIMAN: estabelecendo o padrão dos uniformes
 A série, de 1980, mostra a luta de 5 jovens vindos da estrela Denji contra a cruel Rainha Hedorian (Machiko Soga, a Rita Repulsa dos Power Rangers) e sua horda de monstros.
Os heróis são Ippei Akagi (Denji Red), Daigoro Oume (Denji Blue), Jun Kiyama (Denji Yellow), Tatsuya Midorikawa (Denji Green) e Akira Momoi (Denji Pink). Eles foram encontrados por Denzidog IC, um cachorro mecânico que recebeu a função de encontrar cinco jovens que pudessem se tornar Denjiman e defender a Terra contra o Clã Vader. 
Machiko Soga (centro) em um de seus vários papéis em tokusatsu
Acontece aqui a aliança entre a Rainha Hedorian (líder do Clã Vader) e o Demônio Rei Onipotente. Mas pro seu azar ela acaba sendo traída por ele, perdendo seu castelo. Tomada por uma atitude de ódio e vingança, ela torna-se gigante e acaba sendo mortalmente ferida por Denji Robô (DaiDenjin). Enquanto isso, nossos heróis partem para a batalha final contra o Demônio Rei Onipotente, que é destruído às custas de muitos esforços dos Denjiman e do sacrifício de Denzidog IC. A série teve 51 episódios e 1 especial de cinema, fazendo um sucesso discreto.