domingo, 11 de setembro de 2016

JOGO DE "SEXTA-FEIRA 13" A CAMINHO

Mais ou menos um ano e meio atrás foi postado aqui que o novo jogo baseado num dos ícones do horror, Jason Voorhees, teria previsão de lançamento para outubro de 2015. Pois bem, com aproximadamente 365 dias de atraso, parece que finalmente o jogo vai sair do forno.
Um novo trailer foi divulgado na feira de games Penny Arcade Expo West, mostrando o assassino-goleiro de hóquei executando suas vítimas das mais variadas maneiras. As mortes foram criadas pelo mestre da maquiagem Tom Savini, que trabalhou no primeiro e quarto filmes da série. O cardápio inclui machadadas, corpos carbonizados, desmembramentos e crânios esmagados com as mãos.
Pelo que foi visto até o momento, os visuais de Jason são as versões das partes 2, 3 e 7 da franquia "Sexta-Feira 13", mantendo aquele clima de anos 80 dos filmes.
Voltado para o multiplayer, o game permite que um jogador assuma o papel do assassino enquanto os outros tentam sobreviver. Confira abaixo um gameplay, onde podemos ver alguns recursos, como o famigerado teleporte pra surpreender as vítimas e a infalível tática de se esconder debaixo da cama.
O lançamento está previsto para outubro (será?) pra PS4, Xbox One e PC. Aguardem e confiem. See ya later...

sábado, 10 de setembro de 2016

TOP TRIN: ATUAÇÕES INCRÍVEIS DE ATORES QUE NÃO ESTAVAM ATUANDO

Acho que foi Frank Capra quem disse, e estou parafraseando aqui: "Se você quiser filmar alguém parecendo realmente apavorado, você tem que assustá-lo pra car@$#o. Se você quer que seus atores chorem, deve deixá-los tristes. E acima de tudo, nunca diga a eles o que está acontecendo.".
"...e nunca conte o final do filme."
Diretores seguiram essas sábias palavras desde então. Afinal, por que confiar em "treinamento" de seus atores ou "décadas de experiência atuando" quando você pode apenas submetê-los a um trauma real e ligar a câmera? É assim que temos cenas como...


5º LUGAR: GENE WILDER ASSUSTANDO CRIANÇAS EM "A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE"
A coisa interessante sobre "A Fantástica Fábrica de Chocolate", de 1971, é que a abordagem de "manter os atores no escuro" não estava limitada a uma cena específica. As crianças, essencialmente, passaram por toda a produção sem nunca terem sido plenamente informadas sobre o que ia acontecer a qualquer momento.
"Sem spoilers???"
Por exemplo, a primeira cena com Willy Wonka foi realmente a primeira vez que qualquer um dos pimpolhos encontrou Gene Wilder.
A piada onde ele finge mancar, perde sua bengala e tragicamente cai no chão? De acordo com o comentário do DVD, as crianças experimentaram em primeira mão. Essa foi realmente a ideia de Wilder, pensando que iria deixar as crianças mais à vontade com ele. Nada melhor pra deixar as crianças à vontade como assistir a um homem aleijado cair.
Da mesma forma, grande parte do filme envolve a captura da maravilha dos olhos arregalados das crianças ao entrarem em cada nova área da fábrica. Assim, as crianças não viram nenhum dos luxuosos sets ou acessórios até que as câmeras estivessem rodando - o que você vê no filme acabado são as reações originais de crianças que pisaram num lugar do tamanho de um campo de futebol feito inteiramente de doces.
Doces de mentira, mas doces mesmo assim.
Em retrospecto, parece bastante óbvio que os doces eram todos de plástico inflável e o "rio de chocolate" se parece com um esgoto sem saneamento básico, mas por alguns segundos gloriosos, esses cogumelos eram doces gigantes e as samambaias de chicletes eram reais.
"Não é tão ruim..."
Se isso soa doce e inocente, saiba que as crianças também tiveram de experimentar o seu momento de horror. Estou falando sobre o infame passeio de barco através do túnel cheio de pesadelos, onde luzes epilépticas piscam na tela enquanto Wonka grita poesia completamente doidão.
As crianças sabiam suas falas e que iriam ter fumaça e luzes piscando, mas não havia uma palavra no script sobre o verso incompreensível de Willy Wonka, onde ele grita que todos eles irão morrer:
Dá pra jurar que há um ponto na cena onde todos param de atuar e apenas olham, como se eles pensassem que Wilder tinha acabado de despirocar e ter esquecido que ele era um ator em um filme.


4º LUGAR: A BRUXA DE BLAIR (O FILME INTEIRO)
"A Bruxa de Blair" conta uma história muito simples: três estudantes universitários se enfiam numa floresta pra fazer um documentário sobre bruxas. Eles discutem durante 89 minutos, até que felizmente eles finalmente morrem. Algum tempo depois, uma grande empresa cinematográfica encontra suas filmagens e explora o filme, ganhando milhões de dólares.
"Estou tão feliz que não vou compartilhar nada disso com suas estúpidas famílias."
Essa é a história que fomos destinados a acreditar, e não é difícil  de entender porque os primeiros públicos foram sugados (toda a campanha publicitária foi baseada em torno de pessoas que acreditavam na natureza do filme). Os diretores capturaram perfeitamente a sensação de um documentário que está sendo feito por um bando de amadores, com fome e frio. Eles fizeram isso, dando a alguns amadores uma câmera de vídeo e os deixando na floresta por uma semana.
Aham, sei...
"A Bruxa de Blair" era radicalmente inovador e a forma como foi gravado, como se fosse uma criança segurando a câmera, também foi uma inovação. Ele acabou com coisas desnecessárias como "script" ou "atuação" e optou por garantir que cada susto seria uma surpresa para os atores. As únicas linhas escritas foram entregues para os assustadores moradores do início do filme - os personagens principais foram instruídos a fazer entrevistas aleatórias e os diretores, sorrateiramente, colocaram atores reais pra interagir com eles.
E nós achando que era normal um jovem se vestir como um cara de 80 anos.
Todo o resto estava num esboço de 35 páginas com várias informações sobre o mito e um rápido resumo da trama e das cenas. E foi isso. A maior parte das filmagens ocorreu ao longo de uma viagem de acampamento de oito dias. Os diretores encontrariam com o trio pra levar suprimentos, um esquema básico para a gravação do dia e direções pra onde eles iriam se encontrar em seguida. Eles, então, os deixaram improvisar e essencialmente filmar sua caminhada até o próximo encontro. Muitas das cenas foram dos três literalmente perdidos.
Às vezes, os diretores ficavam pra trás e perseguiam os garotos, quebrando varas ou atirando pedras fora de vista. O elenco ficou cada vez mais exausto, com frio e privado de sono, e a produção se esgueirava em seu acampamento no meio da noite pra reproduzir trechos de riso de crianças e agitar violentamente as tendas. Além de tudo isso, eles davam aos três atores menos comida todos os dias pra gradualmente os deixar mais irritados.
"De jeito nenhum, produção. Isso não conta como banheiro."
Quanto mais se lê sobre isso, mais "A Bruxa de Blair" parece ser uma piada cruel com oito dias de duração que alguém decidiu colocar num filme.


3º LUGAR: A CENA ESTOURA-PEITO DE "ALIEN"
Anteriormente em "Alien - O 8º Passageiro", um astronauta teve a cara estuprada por um alienígena. Uma situação difícil, mas ele se recupera até que, no meio de uma refeição, ele começa a convulsionar como uma boneca sendo sacudida por uma criança gigante invisível. A tripulação está prestes a lhe dar uma reanimação cardiopulmonar espacial quando, de repente, um alien com cara de pênis atravessa seu peito e todo mundo fica sujo de uma ejaculação de sangue e órgãos.
O que vende essa cena não são os efeitos da criatura ou o fato de que, se você assistisse isso em 1979, fosse a última maldita coisa que você esperaria que fosse acontecer em seguida. Não, é a reação da tripulação quando o pequeno filho da mãe sai rasgando tudo.
Se você acha que as reações horrorizadas e chocadas dos atores foram convincentes, provavelmente é porque eles, como seus personagens, não tinham absolutamente nenhuma ideia do que estava prestes a ocorrer.
"Sim, estou ansioso por longos dias de filmagem."
Antes da gravação, os atores foram removidos do set, exceto o grávido-de-alien John Hurt, que estava ligado a um dispositivo elaborado que envolvia uma cavidade com uma mola preenchida com órgãos de porcos, várias mangueiras pra bombear o sangue falso e o boneco do Alien, tudo amontoado num peito falso que foi aparafusado à mesa. Hurt foi colocado por baixo, criando a ilusão de que seu pescoço estava realmente ligado à cavidade do corpo.
Assim, o resto do elenco apareceu no set sabendo apenas que o script pra essa cena em particular dizia: "A coisa emerge". Só isso. E a única coisa que foi dita ao elenco sobre a "coisa" era que "a sua cabeça se mexe e tem dentes".
"Oh, sua cabeça se mexe e ele tem dentes."
Quando o resto dos atores foi trazido, eles evidentemente não notaram que toda a equipe de filmagem estava vestindo capa de chuva e se escondendo atrás de escudos de plástico. No primeiro take, o falso peito convulsionou ligeiramente e um pouco de sangue saiu. Esse foi o gancho pra fazer com que todos se inclinassem mais perto para o próximo take. Então, BOOOM, eles foram atingidos com toda a força por uma chuva de órgãos internos. Todo mundo cambaleou em choque. Veronica Cartwright se ferrou mais, ficando com a cara coberta de sangue.
Seu grito de desespero e soluços histéricos não foram ensaiados. Ela realmente desmaiou antes da cena terminar e tiveram que completá-la no dia seguinte. Yaphet Kotto teve que se retirar pro seu quarto pra medir sua pressão arterial, ou poderia ter tido um ataque cardíaco.
Já que esse é um filme de terror, de uma forma ou de outra o cara negro vai morrer.


2º LUGAR: A CENA DO VÔMITO EM "O EXORCISTA"
"O Exorcista" foi outro filme que marcou o gênero horror. No lugar de heróis clichês, você tinha dois homens de meia-idade e o "monstro" não era nada mais do que uma menina de cama. Isso fez o público em 1973 absolutamente cagar nas calças.
Sua cena icônica começa com o padre Karras entrevistando a jovem Regan pra determinar se sua possessão é psicológica ou demoníaca. Quando ela fala sobre sua mãe morta, ele quer uma prova, pedindo o nome de solteira de sua mãe. Em resposta, ela lança um jato de vômito nele. Isso ganha instantaneamente qualquer debate.
O choque que você vê é bastante real. Obviamente, o ator sabia que ia ser vomitado - é difícil não notar as mangueiras ligadas à atriz. Então, se você é o diretor William Friedkin, como você consegue uma reação genuína do ator Jason Miller?
Oras, diga-lhe que o spray vai atingi-lo no peito... Então, no último momento, tem um mecanismo escondido e recalibrado pra que o vômito o acerte bem no meio da fuça. Jason Miller continuou a cena, coberto de sopa de ervilha, e terminou em uma única tomada, passando o resto do dia puto da vida.
Muita complicação desnecessária. Bastava encher a cara de maria-mole.
Em 'The Fear of God", documentário com o making-of de "O Exorcista", aprendemos que Friedkin fez um monte dessas palhaçadas. Durante a cena do exorcismo, ele realmente refrigerou o quarto, modos que o tremor e a respiração congelada ficassem mais realistas. Ele mantinha várias armas carregadas por perto e disparava em intervalos aleatórios pra manter os atores ansiosos. Se era com o ruído súbito ou preocupados que Friedkin fizesse uma marcação mais longe pra querer testar sua mira, ninguém sabe.
"Se essa cena precisar de mais uma tomada, vou trocar essa câmera por uma escopeta."
Quando a mãe de Regan fosse ser puxada pra trás com um cabo, Friedkin a disse que seria um puxão muito gentil. Então ele a pegou de surpresa e a arremessou pra trás com força máxima. Isso resultou em um cóccix quebrado e problemas de coluna permanentes para a atriz Ellen Burstyn. Mas o olhar em seu rosto realmente valeu a pena...


1º LUGAR: A CENA DA MARSEILLAISE EM "CASABLANCA"
"Casablanca" é um daqueles filmes que você assiste e pensa sobre como ele seria impressionante se não tivesse se tornado clichê há 60 anos. Ele está em 2º lugar na lista de maiores filmes do American Film Institute e várias de suas cenas têm algum significado na cultura pop. Se você ainda não viu, com certeza já ouviu alguma frase dele.
Esse é o início de uma bela amizade - Toque de novo, Sam - The End
Rick (Humphrey Bogart) está conversando com Laszlo, líder da resistência e marido de Ilsa (Ingrid Bergman). Alguns clientes alemães começam a incomodar os outros clientes, rudemente cantando "Die Wacht am Rhein", um hino patriótico alemão que tem origem na histórica inimizade entre a França e a Alemanha. Até esse ponto, Rick tinha ficado bastante neutro sobre toda a questão nazista. Mas nessa cena principal, Rick dá seu apoio a Laszlo. Laszlo e os outros fregueses do bar encontram coragem pra abafar os nazistas com seu próprio verso patriótico de "La Marseillaise" ("A Marselhesa", o hino francês) e os nazistas, humilhados, saem furiosos.


Os clientes celebram sua pequena vitória, alguns claramente chorando. O negócio é que não tinha nada no script sobre chorar. Ao contrário da maioria das entradas nessa lista, essa tem menos a ver com um diretor sociopata e mais a ver com a época em que o filme foi feito.

Veja bem, esse era um filme de Segunda Guerra Mundial... que estava sendo filmado no meio da maldita Segunda Guerra Mundial.
Essa não era uma arma cenográfica.
É fácil esquecer que centenas de filmes (e aparentemente milhares de jogos) têm se baseado na Segunda Guerra décadas depois que terminou. Casablanca foi filmado em 1942 durante a ocupação alemã da França, em um ponto onde muitos questionavam se os EUA iam ou não intervir pra ajudar, e quando ninguém sabia como a coisa toda ia terminar.
E a cena incluiu atores que, na vida real, tinham muita coisa em jogo. Pra filmar "Casablanca" como uma verdadeira cidade portuária, os produtores reuniram um dos elencos com maior diversidade étnica da história do cinema, e muitos desses extras acabaram por serem europeus que fugiram para a América pra escapar dos nazistas - isto é, eles eram basicamente refugiados da vida real. Eles haviam deixado casas, amigos e famílias para trás, e naquele momento realmente não sabiam se as coisas poderiam voltar ao normal. O que nos faz perguntar se o diretor não encenou toda a guerra apenas pra obter essa cena.
"Não, eu quero nazistas reais."


Por enquanto é só, amiguinhos. Acredite, mais dessas pérolas filmais estão a caminho por aqui, e com nomes de peso See ya later...

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

TOP TRIN: 5 COISAS QUE VOCÊ AMA MAS QUE AS PESSOAS QUE AS FIZERAM ODEIAM

Olá, olá, olá, entrincheirado. Você já leu uma entrevista com sua banda favorita, onde eles começam a brincar sobre como um álbum no início deles era uma merda? E ele passa a ser de longe o seu favorito? Você nunca vai saber como se sente. Ou você tem um gosto terrível (de acordo com as mesmas pessoas que fizeram a coisa) ou os próprios criadores não são bons juízes do que eles criam. Então prepare-se pra ter algumas emoções mistas sobre o fato de que ...


5º LUGAR: OBRAS DE H. P. LOVECRAFT
H. P. Lovecraft é um dos fundadores do gênero horror. Você verá suas impressões digitais em tudo, de Stephen King até John Carpenter até Alien. E, sem dúvida, sua mais famosa criação é Cthulhu, a lula-deus-alienígena gigante com cara de tentáculo de outro tempo e espaço que emergiu do mar em 1926 no conto "O Chamado de Cthulhu" pra vencer humanidade e desafiar gerações de leitores a decifrar a pronúncia correta do seu nome.
A  culpa foi do gato andando na máquina de escrever.
Cthulhu é tão importante para o legado de Lovecraft que as histórias que ele e outros escreveram na mesma linha do tempo são conhecidas coletivamente como o "mito de Cthulhu". O personagem é tão popular que você pode comprar brinquedos de pelúcia, jogos de tabuleiro, videogames e adesivos de para-choques ostentando sua salgada cara de tentáculos.

Por que ele se arrependeu:

Mas, apesar de Lovecraft provavelmente apreciar a sua popularidade duradoura (considerando que ele morreu pobre e de câncer), ele teria odiado o fato de que foi por causa do maldito Cthulhu. Antes de sua morte, Lovecraft admitiu que "O Chamado de Cthulhu" não era a história favorita que escreveu pois, segundo ele mesmo, "era mediana... cheia de retoques fracos e incômodos".
Como a parte onde um dos maiores monstros da ficção é derrotado por um iate enfiado em sua cabeça.
Mas não pára por aí: a história de que Lovecraft mais se arrependeu é a sua segunda mais famosa: "Herbert West - Reanimator", escrito entre 1921 e 1922, que foi adaptado para o cinema em 1985 como "Re-Animator", o mais famoso filme baseado em seu trabalho, e o único que realmente não tem nada a ver com o material de origem.
Lovecraft escreveu "Reanimator" a pedido de um amigo, o editor George Houtain. Na época, Lovecraft estava vivendo na pobreza e seu amigo lhe ofereceu uma quantia decente pra escrever uma história em série que saiu em várias edições e lhe rendeu um belo salário. De acordo com Lovecraft, ele violou sua integridade artística pra satisfazer os pedidos de Houtain pra inserir um gancho no final de cada capítulo.


4º LUGAR: OBI-WAN KENOBI
Na mente da maioria das pessoas, Alec Guinness é Obi-Wan Kenobi. Mas apesar de ganhar o culto eterno dos nerds e uma porcentagem de futuros lucros de "Guerra nas Estrelas" por seu papel (tornando-o rico até o fim da vida), Guinness não era um fã do personagem.
"Antes disso eu já tinha ganhado um Oscar, sabiam?"
Em sua autobiografia, ele mencionou uma criança que foi até ele dizendo que tinha visto "Guerra nas Estrelas" 100 vezes. Guinness respondeu que ele iria dar à criança um autógrafo se ele prometesse nunca mais assistir ao filme novamente, e o garoto começou a chorar.
E assim ele foi para o lado negro...

Por que ele se arrependeu:

Quando fez "Guerra nas Estrelas", Alec Guinness transformou Ben Kenobi num britânico esnobe. Ele chamou os filmes de "banais" e "sem-sentido" e iria jogar fora cartas de fãs relacionadas a "Guerra nas Estrelas". Guinness também afirmou que foi sua ideia matar Obi-Wan porque ele queria um papel menor.
"Balança a porra do sabre de luz, Alec. Lute. Faz alguma coisa. Ah, foda-se, morre logo." - George Lucas
É isso mesmo, uma das cenas mais trágicas de nossa infância surgiu porque Alec Guinness achou que George Lucas era um picareta sem talento.


3º LUGAR: LARANJA MECÂNICA
O filme filosófico e violento "Laranja Mecânica", de 1971, continua sendo uma das obras mais conhecidas de Stanley Kubrick. Nos EUA foi indicado a quatro Oscars, mas na Inglaterra foi engavetado apenas um ano após o seu lançamento. Durante muito tempo nunca saiu em vídeo ou foi ao ar na televisão por lá, e 20 anos depois a proibição ainda estava rigorosamente aplicada a tal ponto que um cinema de Londres foi processado pela Warner Bros. por passar o filme.
Os donos de cinemas foram então barbaramente espancados por Malcolm McDowell
e jogados em um rio. Mas isso provavelmente teria acontecido de qualquer maneira.
"Laranja Mecânica" só se tornou amplamente disponível no Reino Unido após a morte de Kubrick em 1999, pondo fim a viagens clandestinas para a França pra se conseguir uma cópia do filme. Em uma reviravolta bizarra, o homem por trás da proibição foi o próprio Kubrick, que usou sua posição elevada com a Warner Bros. pra levá-los a retirar voluntariamente o filme.
No entanto, "De Olhos Bem Fechados" sempre esteve disponível.

Por que ele se arrependeu:

O filme apareceu em um momento infeliz na história britânica. Os índices de criminalidade estavam em ascensão e vários advogados defenderam os seus clientes dizendo que tinham sido levados à violação e violência copiando o herói do filme de Kubrick.
Por lá centenas morreram ao cavalgar mísseis depois de assistir isso.
De acordo com a mulher de Kubrick, em uma entrevista depois de sua morte, sua família também começou a receber inúmeras ameaças de morte. Chocado com a reação do público e preocupado com a segurança de sua família, Kubrick fez um pedido pessoal para a Warner Bros. que retirassem o filme de circulação e eles obedeceram.
McDowell aguardando o lançamento do filme.
Vale saber também que Anthony Burgess, o autor do livro de onde o filme foi baseado, não gostou muito do filme (Kubrick cortou o final feliz do livro, onde o protagonista se endireita e percebe seus erros) e odiava a atenção que ele ganhou, já que o livro foi escrito em três semanas só pra ele ganhar uma grana rápida.


2º LUGAR: CARRIE, A ESTRANHA
É difícil imaginar que Stephen King já teve que se preocupar com dinheiro. Mas antes de ser um dos romancistas mais talentosos do mundo, ele estava vivendo em um trailer com sua esposa e tentando sobreviver desesperadamente, trabalhando como zelador de escola - o que soa ironicamente como o início de um romance de Stephen King.
Durante um de seus turnos de limpeza nos chuveiros das meninas, ele teve a ideia brilhante pra uma história sobre uma estudante que era zuada na escola que se vinga de todos com violência telecinética. Essa história, claro, tornou-se seu primeiro romance publicado, "Carrie, a Estranha", que se tornou um grandioso sucesso e um filme com muitas cenas de nudez.
Os caras sempre quiseram entrar no vestiário das meninas, mas não em um como esse.

Por que ele se arrepende:

Mas apesar do fato de King sair da pobreza pra ser o rei da novela americana, servindo de incentivo pra milhares de escritores, e que "Carrie" foi adaptado duas vezes para o cinema e ser um dos seus mais notáveis trabalhos, ele nunca gostou de seu primeiro livro. Na verdade, quando ele foi pra casa depois do trabalho e começou a escrevê-lo em uma noite de 1973, ele decidiu rapidamente que era uma completa droga e o colocou na lata de lixo.
"Não sirvo pra isso, mas sou bom em varrer o chão."
O único motivo pelo qual ele se preocupou em escrevê-lo foi que sua esposa Tabitha esvaziou o lixo, encontrou o manuscrito abortado e ficou curiosa o suficiente pra querer saber o final. King relutantemente concordou em continuar a escrever, mesmo que não tivesse ideia do que estava fazendo: sua protagonista era uma adolescente, um conceito tão estranho pra ele que ele tinha confiança zero em sua capacidade de conseguir alguma coisa que prestasse. Mas finalmente a inspiração veio e ele acabou vendendo-o, apesar de todas as probabilidades, por uma quantidade de dinheiro Stephen-King-size.
Talvez ele não ache tão ruim quanto isso.
Mas o sucesso do livro não quer dizer que King está mais orgulhoso dele. Ele acha que isso é apenas uma merda que ele fez em 1973, quando sua esposa heroicamente o desencavou da pilha de lixo, onde ele pensou que era seu lugar. Pergunte a ele sobre isso hoje e ele ainda vai dizer que é "simples e sem-graça". Mas às vezes você tem que fazer um sacrifício e escrever um monte fumegante de merda se isso é o que é preciso pra ser um maldito milionário.


1º LUGAR: MONTY PYTHON
Monty Python redefiniu a comédia britânica e provavelmente não há comediante no mundo que não admita que se inspirou neles. Os Pythons (John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin e Graham Chapman) estão para a comédia como os Beatles estão para a música pop. Eu poderia dar exemplos de alguns quadros que definem o Monty Python, mas você passaria o resto do dia assistindo em vez de ler este artigo.

Tudo bem, tudo bem. Assiste um, mas em seguida, volta pra cá, ok?

Por que eles se arrependem:

Então é meio surpreendente que os membros mais proeminentes da trupe Python olham pra seus primeiros dias e parecem pensar que Python era um ponto baixo e embaraçoso em suas carreiras de comédia. Michael Palin refere-se à maior parte de seus sketchs como sendo lixo ou pior. Como ele disse:
"Muito de Python realmente foi uma porcaria. Nós colocamos coisas lá que não eram tão boas mas, felizmente, havia um par de coisas incríveis que todo mundo se lembra enquanto esquecem as merdas.".
Ora bolas, era uma grande ideia do governo o Ministério das Caminhadas Bobas.
Mas a crítica mais contundente vem de John Cleese, que tentou sair durante a terceira temporada de "Monty Python's Flying Circus" porque pensou que estava começando a se tornar horrível. Sua opinião sobre o terceiro filme da turma, "O Sentido da Vida" (que mostra um grupo de crianças cantando sobre esperma e um cara gordo que vomita dentro de um balde e depois explode) é de que foi completamente terrível.
Ele também não se importa muito com "Monty Python em Busca do Cálice Sagrado", uma das comédias mais lendárias de todos os tempos. Ele acha que é bom apenas nos primeiros 45 minutos. Esse tempo exclui toda a parte dos "Cavaleiros que dizem Ni", então podemos dizer conclusivamente que Cleese está errado, pelo menos nesse ponto.


Existem mais coisas que amamos e que são verdadeiramente odiadas pelas pessoas que as criaram. Ainda verão mais delas neste blog que você ama mas que não é assim tão odiado ainda por esse humilde criador. See ya later...