sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Top 5: Atores que odeiam seus papéis mais famosos









A maioria dos atores passa a vida inteira à espera de que um papel que irá torná-los famosos. A maioria nunca encontra, e é por isso que muitos viram garçons. Mas, então, existem alguns artistas que, finalmente, conseguem o seu golpe de sorte pelo qual sempre serão lembrados... e acabam odiando isso. Aqui estão cinco atores famosos que provavelmente não seriam nada se não fossem os personagens que eles desprezam.

5º lugar: O ASTRO DE "A NOVIÇA REBELDE" SE ARREPENDE DESSA PÉROLA
 
Quase cinquenta anos e mais de cem papéis no cinema depois, Christopher Plummer ainda é mais conhecido por seu papel como o amável Capitão von Trapp em A Noviça Rebelde. Esse filme tem tudo: canto, dança e combates de nazistas. Mais importante, ele fez e continua a fazer quantidades obscenas de dinheiro e catapultou Julie Andrews e Christopher Plummer a um instantâneo e perpétuo estrelato em Hollywood.
E catapultou os sete atores mirins a lugar nenhum.
Então, todo mundo gosta desse filme, mas uma pessoa que não era tão apaixonada pelo filme é o próprio Christopher Plummer. Plummer tinha sentimentos diferentes: ele queria fazer um musical, e "A Noviça Rebelde" era a grande chance, mas depois achou que o Capitão von Trapp era uma grande furada. Ele estava frustrado com as limitações de interpretar um personagem tão sem graça, afirmando que a tentativa de torná-lo interessante foi "como bater num cavalo morto" - na verdade, bater no cavalo provavelmente teria sido mais emocionante.
"Me inclua fora dessa, Chris."
Durante muito tempo, o desprezo de Plummer pelo personagem inflamou e se espalhou para o resto do filme como uma infecção - ele o chamou de "terrivelmente sentimental e pegajoso". Plummer refere-se a ele simplesmente como "aquele filme", ​​mas às vezes ele fica criativo com apelidos como "The Sound of Muco" (o nome original é "The Sound of Music").
Somente anos mais tarde que Plummer se preocupou em ver o filme (porque ele foi forçado) e decidiu que era realmente muito bom... exceto que o capitão era insípido. Foram precisos 45 anos e um pedido de Oprah Winfrey pra persuadir Plummer a participar de sua primeira reunião de elenco em 2010, e mesmo assim ele passou metade do tempo falando mal de seu próprio personagem, dizendo que não era "humano o suficiente". Provavelmente ele teria preferido que o Capitão von Trapp tivesse sido o único a girar sobre os Alpes na introdução, não Julie Andrews.


4º lugar: MARLON BRANDO ODIOU QUE SEU PERSONAGEM EM "UMA RUA CHAMADA PECADO" SE TORNOU UM SÍMBOLO SEXUAL
 
Antes de ser Vito Corleone, o coronel Kurtz ou Jor-El, Marlon Brando tornou-se o ator definitivo de sua geração graças ao seu papel como Stanley Kowalski em "Uma Rua Chamada Pecado". Brando fez Kowalski com uma intensidade raramente vista em um filme antes, pois metade da platéia teve que trocar as calcinhas quando o filme acabou. Claro, Kowalski é um idiota grosseiro, arrogante com um temperamento esquentado que rapidamente se torna violento, mas Brando fez dele um sexy idiota grosseiro, arrogante, etc, etc...
Antes de Brando, a idéia de Hollywood de sexy era um bigode.
Claro, essa não foi a intenção de Brando, mas a idéia de Kowalski como um símbolo sexual, na verdade, o deixou doente. Ele não podia suportar o personagem. Lembre-se, este é o cara que enviou uma índia americana pra receber o Oscar em seu nome pra fazer uma declaração sobre o racismo em Hollywood. Ele era como um hippie e estava tão desconectado de Kowalski que, enquanto se preparava pra interpretá-lo na versão para teatro em 1947, tinha que atuar como outros machistas que ele conhecia (e odiava).
"Aí moça, uma cruzada de pernas sensual é assim."
Então Brando ficou muito irritado com todas as calcinhas que foram sendo jogadas em Kowalski. Ele falava do personagem como se ele tivesse roubado sua namorada: "Ele tinha o tipo de agressividade brutal que eu odeio". Apesar de não gostar tanto do cara, Brando concordou em interpretá-lo no cinema em 1951, talvez pensando: "Talvez desta vez eles façam direito". Em vez disso, deram-lhe uma indicação ao Oscar e o transformaram em uma lenda do cinema.
Talvez ele tivesse razão de não se achar um símbolo sexual.
Mesmo depois de se transformar em Jabba the Hutt, Brando ainda não conseguia se livrar da (segundo ele, injusta) fama de bad boy que começou com Stanley Kowalski.


3º lugar: SEAN CONNERY DESEJARIA MATAR JAMES BOND
Antes de ser o primeiro James Bond, Sean Connery era apenas mais um ex-polidor de caixão, jogador de futebol e babá com um sotaque magnífico. Depois de Bond, ele era... bom, James Fodão Bond. O cara tem quase 100 anos e não faz um filme de destaque há uns 10, e ele ainda é reconhecido em todo o mundo como a encarnação da virilidade. Afinal, quem não ama 007? Toda mulher quer ele, todo homem quer ser ele.
Ô inveja...
Bom, exceto Sean Connery. Quando era um ator desconhecido e morto de fome, ele era grato pela fama e sucesso que o papel de James Bond lhe deu, mas ele não gostou tanto de fazê-lo, dizendo: "Eu sempre odiei aquele maldito James Bond. Eu gostaria de matá-lo".
Connery lembrando de quando Bond quase teve um laser instalado no bilau.
Connery estava relutante em se inscrever pra mais de um filme de James Bond, e quando ele foi escolhido, deu todo o salário para a caridade. Quanto ao estado de símbolo sexual do personagem, Connery observou: "Eu acho que um dos apelos de Bond com as mulheres... é que ele é muito cruel mesmo". Quando um cara que é a favor de bater em mulher acha que o personagem é rude demais, quer dizer que o ódio é forte mesmo.
"Só não reclamem do meu sotaque."
Os produtores só foram capazes de manter Connery jogando mais e mais dinheiro pra ele (e sua caridade) de cada vez: ele saiu depois de seu quinto filme, então depois do sexto e, em seguida, após o sétimo. Ele provavelmente ainda estaria fazendo Bond se a economia do Reino Unido pudesse bancar, apesar de odiar o cara o tempo todo. Connery sentia que o maior super-espião do mundo rapidamente iria se tornar uma paródia dele mesmo... então ele foi e fez isso:
Cuidado pra ninguém aparecer de repente enquanto você estiver vendo essa foto.
É isso mesmo, Connery estava tão ansioso pra convencer os espectadores a olharem pra ele... hãã... de forma diferente que ele colocou aquele ridículo fio-dental e fez o pesadelo de LSD que foi "Zardoz", um filme sobre pessoas que acreditam que a raiz de todos os males é o pênis . Isso não é uma piada, é o enredo do filme, e desde que a saga de 007 é de 90% sobre as façanhas do pau de Bond, dá pra falar que é tudo culpa do James Bond.


2º lugar: ROBERT PATTINSON ODEIA "CREPÚSCULO" MAIS DO QUE VOCÊ
Pattinson começou como menino-bruxo aos 17 anos nos filmes de Harry Potter e, provavelmente, teria a mesma carreira estelar que todos os outros atores mirins de Potter se ele não tivesse conseguido o papel do vampiro brilhante Edward Cullen em "Crepúsculo". No entanto, Pattinson fez zero esforço pra esconder sua opinião sobre o personagem em uma entrevista à Empire Magazine, zombando dele por ser um virgem secular:

"Quando você lê o livro", diz Pattinson, que é pálido mesmo sem maquiagem, "é tipo assim: 'Edward Cullen era tão bonito que eu enchi a cara de creme'. Quer dizer, cada linha é assim. Ele é a pessoa mais ridícula mas é tão incrível em tudo. Acho que um monte de atores tentou pegar esse aspecto. Eu simplesmente não podia fazer isso. Quanto mais eu lia o roteiro, mais eu odiava esse cara, então é assim que eu fiz ele, como um maníaco-depressivo que se odeia. Além disso, ele é um virgem de 108 anos de idade, então ele obviamente tem alguns problemas".
"Eu tenho calos nas duas mãos pra dar mais realismo."
E isso foi antes dele interpretar o cara por cinco filmes. Quanto aos segredos do seu desempenho, além de interpretá-lo como "um maníaco-depressivo que se odeia", Pattinson também admitiu que o truque pra retratar Edward está em olhar como se estivesse meio gripado, meio chapado.
Mas essa foi só o começo. Alguém juntou várias declarações durante as quais Pattinson brinca com os filmes que ele deveria estar promovendo. Entre outras, incluem a citação "Quando eu li isso, parecia um livro que não era pra ser publicado". No que diz respeito à relação de Bella e Edward, ele diz: "Há definitivamente algo de errado com ela, e não há muito obviamente algo de errado comigo."
Se você nunca viu o vídeo, essa cara resume tudo.
Considerando-se que o filme também gerou seu horrível relacionamento com a parceira de filme Kristen Stewart, podemos entender porque Pattinson estaria chateado que brilhar ao sol é provavelmente a coisa que ele vai ser mais lembrado.


1º lugar: O PENSAMENTO DE GEORGE REEVES ERA O DE QUE O SUPER-HOMEM ARRUINOU SUA VIDA
Décadas antes de Christopher "Nenhum Parentesco" Reeve ou Henry Cavill, o primeiro cara a fazer o Super-Homem em um longa-metragem foi George Reeves, no filme promissor intitulado "Super-Homem e os Homens-Toupeira". O filme levou à já clássica série de TV "As Aventuras do Super-Homem", que transformou Reeves em uma estrela, amado por crianças e homens-crianças em todo o mundo.
Olha esses olhos: ele tá amarradão de se encontrar com o Super-Homem.
Sim, todo mundo amou Reeves como Super-Homem... menos ele mesmo, que considerava "abaixo de sua dignidade". Isso pode ser parcialmente explicado pelo fato de que o show foi produzido de forma barata, com episódios filmados por 15 mil dólares e atores recebendo apenas 200 dólares cada um. Eles não podiam nem pagar cores pro traje do Super-Homem, que era cinza e marrom pra melhor aparecer nas telas em preto-e-branco. Reeves chamava de "roupa de macaco".
O show inteiro foi patrocinado pela Kellogg, e além dos episódios, o elenco também teve de fazer comerciais de cereais mudos... exceto a atriz que interpretava Lois Lane, porque Lois tomando café da manhã com Clark Kent era considerado muito sugestivo. Então, eles o mostravam comendo cereal com Jimmy Olsen em seu lugar.
Nada sugestivo sobre Clark acordar com um conhecido travesti.
Mas a principal razão de Reeves odiar o papel que o tornou famoso foi a de que, em vez de fazer avançar a sua carreira, ele o matou. Reeves já havia atuado em "...E o Vento Levou", mas depois de se tornar imediatamente reconhecível como Super-Homem e Clark Kent, ele parou de conseguir papéis que não fossem de trocar de roupas em cabines telefônicas. Ele foi contratado para "A um Passo da Eternidade", vencedor de Melhor Filme no Oscar de 1954, mas de acordo com uma lenda amplamente repetida, a platéia da pré-estréia ria e gritava "Tem o Super-Homem" sempre que ele aparecia na tela, até os produtores cortarem a sua parte para apenas algumas cenas. Se essa história é falsa, então é ainda pior: significa que o contrataram pra ser praticamente um extra em primeiro lugar.
Com certeza o contra-regra ganhou mais do que o Reeves.
Sem um monte de outras oportunidades, Reeves se inscreveu para uma nova temporada de "As Aventuras do Super-Homem". Isso pode significar que era um tipo de OK para o papel depois de tudo, exceto pelo pequeno fato de que antes das filmagens começarem, ele colocou uma arma na cabeça e puxou o gatilho. Infelizmente, a bala não rebateu. Ninguém pode saber ao certo por que ele se matou, e algumas pessoas se perguntam se foi mesmo suicídio, mas a causa oficial da morte na época era de que ele estava muito, muito cansado de ser o Super-Homem.

Com exceção do primeiro lugar, os outros são casos de "cuspir no prato que comeu". Ninguém nunca viu o David Prowse reclamando de ter sido o Darth Vader. David quem? Ora, é o ator que é menos conhecido que o dublador do Vader. E nem assim ele conseguiu ficar famoso. See ya later...


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Álbuns de figurinhas

A cada quatro anos uma febre de infância volta: comprar figurinhas. Se na década de 90 eu colecionava uns 3 ou 4 álbuns por ano, hoje em dia só os da Copa do Mundo me fazem torrar dinheiro. Talvez a febre que baixou ou a escassez de álbuns legais pra se colecionar hoje em dia, mas mesmo assim é difícil ver crianças com bolos de figurinhas pra trocar ou bater bafo como se via há uns 15 ou 20 anos. Não era só um passatempo das crianças dos anos 50 até os 90. Os álbuns de figurinhas eram mais do que uma brincadeira de colecionar e jogar. Era incrível a sensação de abrir um pacotinho e ver que não tinha nenhuma repetida...

Provavelmente a iniciação da maioria de nós no mundo dos cromos sejam os famigerados álbuns genéricos, que premiavam se você completava uma página. O mais legal que eu tive foi um com fotos das séries Ultraman e Ultraseven. Mas a variedade de temas e qualidade era grande, assim como hoje.


Logicamente, eles nunca ficavam completos nos prêmios que a gente queria, como bicicletas, vídeogames ou TVs, mas tinha quem conseguia uma flauta, um Resta 1 ou um dominó.



PARA MENINAS

As garotas também tinham vez na parada, com os álbuns dos "Menudos", febre suprema nos anos 80, ou "Amar É...", sucesso com várias reedições ao longo dos anos.


Outros sucessos entre as meninas eram "Bem me Quer", "Fofura" e "Moranguinho", com as figurinhas com cheiro.




COLEÇÕES DELICIOSAS

Nem só na banca era possível colecionar figurinhas. Os chicletes Ploc e Ping-Pong tinham tudo quanto era tipo de série, o que detonava as mandíbulas e aumentava as cáries de muito marmanjo de hoje.

Nos anos 80 o Ping-Pong se concentrava em álbuns de jogadores, mas nos 90 diversificou as coleções:
CRAQUES DA BOLA

COPA ESPANHA 82
COPA ITÁLIA 90
AMAZÔNIA
REI LEÃO
FUNDO DO MAR
PANTANAL
RECORDS GUINESS
O legal nas figurinhas do Ploc era o fato de serem tranfers. Com certeza o sucesso absoluto dele foi "Ploc Monsters", onde cada monstro tinha um nome comum. Não havia uma criança que não tivesse o caderno lotado com essas figurinhas, tirando sarro dos colegas quando achavam os monstros com seus nomes.





Com os Chocolates Surpresa, o lance não eram figurinhas, mas cartões com fotos de animais e curiosidades sobre eles. Ao longo dos anos saíram várias séries, como Dinossauros, Amazônia e Campos e Cerrados.





FUTEBOL

Obviamente que tivemos álbuns de Campeonato Brasileiro, regionais e por aí vai, mas a graça mesmo era os da Copa do Mundo. É só se lembrar da "modinha caça-níquel" que tentaram fazer com o álbum da Copa 2014...









SUPER-ÁLBUNS

Álbuns de super-heróis não eram muito comuns. Alguns saíam como brindes dos próprios gibis, como "Guerras Secretas"...





 ...mas às vezes as bancas lançavam alguns bacanas:





JAPONESADA NAS BANCAS

Changeman e Jaspion foram um sucesso avassalador na metade dos anos 80, e um álbum era questão de tempo. Não era tão caprichoso assim, mas compensava com boas imagens das séries...
Uma das capas do álbum, que tinha dois lados.









A outra capa. Metade pra cada um.
TERROR EM DOSE DUPLA

Esse é meu preferido. Quem teve a "grande" idéia de criar um álbum com figurinhas de gente morta, ensangüentada e sofrendo horrores nas mãos e garras dos maiores ícones do cinema de terror dos anos 80 e 90? Não sei quem foi o gênio, mas só tenho a agradecer...













OUTROS

Tivemos muitos outros bacanas pra colecionar. Esses são poucos exemplos da grande variedade que a gente tinha:












Pena que as bancas não tragam mais álbuns que valham a pena o esforço de procurar moedas pela casa pra comprar um pacotinho de figurinhas. Parece papo de desocupado ou saudosista, mas só quem ficou com um sorriso no rosto vendo as imagens acima vai entender do que eu tô falando. See ya later...