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terça-feira, 21 de julho de 2015

OS 10 ALIENS MAIS LEGAIS DAS TELAS

Desde que o homem pisou na Lua, o mundo se pergunta se existe vida em outros planetas. Pra falar a verdade questionamos há mais tempo ainda, mas foi só depois de Neil Armstrong deixar sua pegada na Lua que mais pessoas além de leitores de Perry Rhodan, fãs de Buck Rogers e nerds em geral passaram a se perguntar sobre isso.
Existe vida em outras galáxias? Quem são eles? São inteligentes? Irão retornar? O que podem nos ensinar? São pacíficos ou violentos? As etéias são mais gostosas do que as humanas?
"Paga 2, leva 3."
Enquanto não conseguimos as respostas (favor atualizar esse parágrafo quando eles pousarem por aqui), simbora dar uma olhada nos aliens bacanudos que já aterrissaram nas telas da TV e do cinema.


10° LUGAR: SPOCK
Nenhuma lista sobre aliens é completa se não tiver Spock. Ícone clássico da cultura nerd, o meio-humano meio-vulcano da série "Jornada nas Estrelas" é mestre em ciência, em tecnologia e fica muito classudo usando cavanhaque.
Mas não se engane, pensando que ele é só um magrelo que curtes coisas científicas, afinal ele já nocauteou o Wolverine. Não sabia? Dá uma olhada nessa postagem então...


9° LUGAR: TRANSFORMERS
Vamos esquecer por um momento o desenho animado de robôs coloridos. Apesar de não serem lá essas coisas, são nos filmes que os robôs transformistas têm seu melhor visual.
Esses robôs são guerreiros natos e, no caso de serem cercados por humanos enfurecidos, só precisam correr até o estacionamento de um shopping e se transformar em um carro pra dar um olé na multidão e deixar dezenas de humanos coçando a cabeça e dizendo: "Que porra, eu vi ele vindo pra cá.". Nada mais justo que terem o visu ameaçador da telona.
E quem não gostaria de ter como melhor amigo um robô gigante que pode se transformar num carro? Você sempre teria carona pra voltar pra casa depois de encher o caneco e não teria que se preocupar com ladrões de carro, pois seu próprio veículo cuidaria deles.


8° LUGAR: KLAATU
Klaatu era um alien que trazia uma mensagem pacífica: "Dêem um tempo nas guerras ou a violência da humanidade chegará ao espaço, ameaçando futuramente outros planetas.". Isso foi na década de 50, então nosso visitante tem a aparência de um humano normal com cabelo engomado.
Como sempre acontece com alienígenas pacíficos, Klaatu leva um tiro por querer dar uma mensagem ao invés de guerrear. O legal é que essa mensagem ainda é atual. Se os humanos não largarem mão de serem belicistas imbecis, logo o mundo terá o cenário do fim de algum filme do Godzilla.


7° LUGAR: ALF
Pra confirmar a teoria de que alien bonzinhos se phodem e os malvados são aceitos sem problemas, aqui vai mais um exemplo: Gordon Shumway, exemplo perfeito da visita inconveniente. ALF comia tudo o que tinha na geladeira, bolinava o gato da família, destruía os móveis, não deixava o casal dar uma bimbada, impedia que o caçula tivesse amigos, dava conselhos ruins. Resumindo, tornava a vida dos membros da casa num inferno.
Que nem aquele amigo seu que aparece pra te visitar no meio da semana, faz uma puta zona na sua casa e só vai embora de madrugada mesmo sabendo que você precisa trabalhar no outro dia. Talvez por isso ele seja tão legal...


6° LUGAR: E. T.
Todo mundo sabe quem ou o quê é o E.T, mas se você é um Feitoza da vida e nunca assistiu esse filme, vamos resumir: um alienígena é deixado na Terra por seus companheiros, encontra um moleque sem amigos que o adota como seu bicho de estimação, o apresenta pro irmão mais velho e pra Drew Barrymore antes de virar porra-louca, então policiais "malvados" capturam o monstrinho, ele morre, ressuscita e seus amigos voltam pra resgatá-lo no fim do filme, indicando que o abandono no começo do filme deve ter sido uma pegadinha.
Esse é o momento em que todos no cinema choram, sua namoradinha deita no seu ombro emocionada e é quando você aproveita pra convencê-la a mostrar os peitos pela primeira vez.

Valeu, Spielberg...
Uma coisa que incomoda nesse filme é que as crianças de Hollywood sempre adotam monstros sem pensarem duas vezes. Por exemplo, adotar o Monstro de Frankenstein tudo bem, ele é só um cara grande com problemas de pele, mas o E.T. é feio pacarai... Qualquer criança que o visse na vida real voltaria pra casa com as calças cagadas e contaria pro pai que viu uma abominação no quintal, o que levaria o velho a pegar uma doze, estourar os miolos do E.T. e se tornar famoso, aparecendo no Gugu como o homem que impediu uma invasão alienígena.

Carayo, Spielberg...


5º LUGAR: OS ARRUACEIROS DE "MARTE ATACA"
Depois de meia hora de encheção de linguiça com a apresentação de (muitos) personagens, chega o momento que pode ser histórico para os EUA: o esperado contato com marcianos. Após decodificar uma mensagem de paz, um cidadão solta uma pomba branca, suficiente pros monstrinhos verdes exterminarem quase todos os espectadores.
É o sinal pra Tim Burton usar toda a sua criatividade e ironia: marcianos de cuecas dentro das naves, crianças atirando contra eles e se divertindo como se fosse videogame, um marciano vestido de mulher pra seduzir os homens e chegar ao quarto do presidente pra matá-lo...
O mais engraçado é que os marcianos não querem paz, não querem conversa, querem apenas se divertir matando e destruindo tudo pela frente. A solução para o caos é mais uma ironia: uma música country estoura os miolos dos marcianos. Pelo menos já estamos preparados pra quando os alienígenas vierem ao Brasil. As bandinhas coloridas irão salvar o planeta...


4° LUGAR: A TRUPE ULTRAMAN 
Provando que idéias simples podem ser um sucesso, os Ultras existem desde antes do homem se aventurar no espaço. Aqui temos uma família de seres gigantescos que parecem homens em roupas de borracha com capacetes feitos de plástico. Os Ultras treinam a vida inteira pra aprender a lutar, soltar raios e usar poderes bacanudos pra protegerem os planetas dos ataques de monstros mal intencionados e com zíper nas costas.
HEEEYYY MACARENA....
Mas convenhamos, às vezes os Ultras batem primeiro e perguntam depois, pois alguns desses pobres monstros podem só estar cuidando da vida deles e cometeram o único pecado de nascerem muito grandes, o que torna inevitável que pisem em cidades.
"Não vale dedo no olho..."
Como nosso sol (a fonte de energia dos Ultras, que provavelmente fazem fotossíntese como o Super-Homem) é muito fraco, os Ultras precisam de um hospedeiro humano pra se manterem disfarçados e conservarem energia, assim estarão sempre prontos pra dramática luta do final do episódio.
Com isso, eles procuram algum sujeito que tenha morrido recentemente e tomam seu corpo. O ser humano, antes cheio de sonhos, se torna uma simples marionete zumbi nas mãos dos Ultras, que vão embora do planeta assim que a série acaba e levam o humano junto, o forçando a abandonar todos os amigos e entes queridos.


3° LUGAR: ALIEN
Em "Alien - O 9° Passageiro" (porque todo mundo esquece do gato), os humanos são membros de uma equipe de pesquisa científica, isto é, pessoas com habilidade zero pra se defenderem sozinhas. Uma expedição científica deveria ter armas a bordo ou pelo menos um pelotão de fuzileiros a bordo para o caso de algo perigoso acontecer, certo?
A Invasão dos Pênis Carnívoros
Não aqui. Alguém achou que se os cientistas encontrassem alguma forma de vida hostil, eles que se phodam. E putz, não é que acharam mesmo? Essa criatura é mais difícil de matar do que uma barata anabolizada, não sente medo nem porra nenhuma. Os Aliens são seres que vivem em uma comunidade bem parecida com a dos insetos da Terra, existem apenas pra servir à rainha.
Em outras palavras, o bicho não vai ter medo e recuar caso você aponte uma bazuca e faça a sua pior careta. Sem chance, ele vai babar um bocado, fazer "hissssssss", pular em você e abrir um buraco no seu crânio que com certeza o faria usar chapéu pro resto da vida em público caso sobrevivesse.


2° LUGAR: PREDADOR
Respeito é pouco aqui. Primeiro, é uma comunidade de seres tão grandes que fariam o Hulk Hogan afinar se os visse em pessoa. Segundo, a civilização deles se baseia unicamente na caça, os Predadores vivem pra atravessar a galáxia e caçar criaturas poderosas e que possam oferecer desafios. Claro, isso gera perguntas sobre como eles dominaram a viagem espacial se são apenas caçadores, mas talvez no momento em que descobriram como atravessar o universo, tenham se voltado pra coisas mais importantes, como arrancar a pele das pessoas e as pendurar em lugares altos.
Continuando, quando um Predador perde uma luta, ele aciona um dispositivo nuclear e se explode junto com metade do cenário. Lógico que só viadinhos não sabem perder, mas é preciso ser muito phoda pra devastar tudo num raio de 100 quilômetros por causa de uma birra.
E não dá pra esquecer que o primeiro Predador que vimos resolveu encarar logo o Arnold. Tudo bem, são uma raça de alienígenas machos pra carayo, mas encarar o Arnold logo na estréia é um ponto positivo. Claro que ele morreu no processo e aprendeu a valiosa lição de "Não se meta com o Arnold", mas mesmo assim valeu a intenção.
Uma lenda que dura até hoje é a de que o cara com a roupa do Predador no primeiro filme era o Van Damme. A verdade é que ele foi o Predador só no começo das filmagens. A criatura seria mostrada como um ser ágil, que derrotaria o pelotão de imensos soldados bombados com técnicas velozes e muita habilidade. De repente, perceberam que Van Damme era tão intimidador quanto uma ervilha quando colocado perto de Arnold, Apollo Creed e Jesse Ventura, que pareciam caminhões de mudança.
E Van Damme também reclamava muito da roupa, que era muito quente e o fazia passar mal. Ele chegou mesmo a desmaiar no set de filmagens enquanto estava caracterizado, modos que os produtores se livraram dele, que foi cair de cara nos peitos do Bolo Yeung. Frouxo...


1º LUGAR: CHEWBACCA 
Da hora é o Chewbacca. Melhor que ter um amigo-carro, é ter um amigo enorme, pois são eles que evitam que você faça parte de brigas. Claro, Chewie tem a tendência de FAZER as brigas acontecerem de forma ainda pior, mas ele faz mais do que só arrancar os braços de todos os envolvidos. Ele também sabe jogar xadrez e isso sempre acrescenta um toque de classe a alguém. Se você jogasse xadrez, seria uma pessoa elegante, sabia?

A menos que você seja o Harrison Ford, não vai entender porra nenhuma do que ele fala, mas Chewie é tão leal que vai cuidar da sua namorada caso você seja congelado em carbonita e vendido na feira do rolo.
Belo amigo, hein Chewie?

Hããã, vou refazer a frase: um camarada que não vai tentar comer sua mulher quando você estiver ausente.
Ops...
E convenhamos, existem milhares de raças em "Guerra nas Estrelas" e nenhuma delas consegue ser mais legal que o bom e velho Chewbacca. A melhor definição que já deram pra ele veio de seu intérprete Peter Mayhew, que declarou: "Chewbacca é um enorme urso de pelúcia... e todo mundo já teve um urso de pelúcia na vida.".

E por hoje é só pessoal. Qualquer reclamação ou declarações de amor, sabem onde as deixar. See ya later...

sábado, 22 de novembro de 2014

Spectreman

"Planeta: A Terra. Cidade: Tóquio. Como todas as metrópoles, Tóquio se acha hoje em desvantagem na sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir?" Spectreman-man-man-man...
Quantas vezes os nerds na casa dos 30 ou 40 anos já ouviram essa introdução? Tenho certeza que muitas, pois assim começavam as aventuras do herói Spectreman, que lutava pra livrar nosso planeta da poluição. Primeiramente exibido na década de 70 na TV Tupi e depois reprisado durante os anos 80 na Record e no SBT, Spectreman fez muito sucesso por aqui, deixando uma legião de fãs saudosíssimos. Marcou época também no Japão, pois provocou a segunda explosão de popularidade entre os seriados de monstros e afins, em 1971, e superou a audiência do famoso anime de baseball "KYOJIN NO HOSHI" durante todo o período em que concorreram.
O episódio piloto que não vingou
A idéia original da produtora P-Production era criar um programa onde "monstros macacos alienígenas" seriam os vilões e teriam o papel principal. Mas a idéia cresceu e se tornou o filme piloto da série, com 8 minutos: "CHOUJIN (Super-Homem) ELEMENTMAN", de agosto de 1970. Nesse piloto o herói aparecia com um visual vermelho, totalmente diferente do que acabou se tornando o verdadeiro Spectreman. Já o vilão, ao invés do Dr. Gori, era somente Karas (Raa, no original). Para viver a versão humana de Elementman foi escolhido o ator e modelo Jiro Dan.
Jiro Dan na série "O Regresso de Ultraman"
Mas esse episódio foi bombardeado pela emissora TV Fuji, nunca sendo exibido. O pessoal voltou pra prancheta, enquanto Jiro Dan passou para a imortalidade como Hideki Goh em "O REGRESSO DE ULTRAMAN". O projeto foi todo mudado, já que em Elementman a boca do herói podia ser vista, que nem a máscara do Capitão América. Assim como o filme "GODZILLA", de 1954, a intenção original era ser inovador e ter batalhas do Elementman contra monstros em stop-motion, mas o pouco tempo e dinheiro os fez mudar de idéia e voltar para a técnica das roupas de borracha. O que restou disso pode ser visto nos primeiros episódios de Spectreman, numa sequência de abertura, onde podemos ver de relance Elementman atrás do monstro stop-motion. Talvez eles pensassem que ninguém ia notar...
Elementman na abertura de "Spectreman". Xi, faiô...
Depois das mudanças a TV Fuji aprovou e, no dia 2 de janeiro de 1971, a série estreava com o título "UCHU ENJIN GORI" (Gori, o Homem-Macaco Espacial), talvez embarcando no sucesso da série "PLANETA DOS MACACOS". Mas no episódio 21, devido a muitos protestos dos telespectadores, foi alterado pra "UCHU ENJIN GORI VERSUS SPECTROMAN" e finalmente, do capítulo 40 em diante, somente "SPECTROMAN" (Spectreman é o título fora do Japão).
Tetsuo Narikawa, o rosto de Spectreman
Na história, o brilhante gênio da ciência do planeta Épsilon, Dr. Gori, foi escolhido pelo povo como seu líder. Mas ele achava que sua tecnologia superior foi feita pra ser usada para a guerra e conquista intergaláctica. Gori foi julgado e condenado a um processo em que o seu desejo para o mal seria retirado de sua mente, pois em Épsilon não havia pena de morte. Só que ele foge com a ajuda de um oficial do exército chamado Karas, que se torna seu braço direito. Juntos vagaram pela galáxia até chegarem à Terra, que cativou Gori com sua beleza. Ele desprezou os seres humanos, porque a humanidade tinha sido abençoada com o mais belo planeta que já tinha visto, mas eles arruinaram o ar e a água, então usaria a poluição gerada por eles para criar seus pavorosos monstros.
"Só não te dou outra porque..."
Entretanto, a Federação Espacial do planeta Nebula 71, construída para proteger planetas subdesenvolvidos da destruição, envia o ciborgue Spectreman para proteger a humanidade. Ele assume a identidade de Kenji e entra para o Grupo Anti-Poluição, onde luta em segredo pra salvar a Terra dos terríveis inimigos. A série teve 63 episódios, exibidos de janeiro de 1971 até março de 1972.
PAN-PAN-PÃRAN-PANPAN...
Kenji não podia se transformar à vontade. Seu poder vinha da nave dos Dominantes e ele precisava pedir permissão pra isso. Sendo atendido, saudava seus superiores com um gesto nazista e respondia: "Às ordens". Muitas vezes o pedido era negado, levando Kenji a se revoltar contra seus mestres e quase virando picadinho de ciborgue. Em forma humana Kenji foi demitido e recontratado pelo Chefe Kurata quase todas as semanas, mostrando que não era um empregado lá muito confiável.
Chefe Kurata, veja, é Spectreman. "Uuuhh, ótimo..."
Ao contrário de outros heróis, Spectreman não usava uma grande quantidade de armas de energia. Como pareciam drenar seu poder, ele partia pra porrada mesmo. Sua principal arma de energia era o Spectre-Flash, que parecia um arco-íris. Suas outras armas eram shurikens coloridos e as Slices, lâminas serrilhadas em cada uma das luvas.
Raio Rainbow Brite, os shurikens de plástico e a luva do Batman.
Porém, os destaques do seriado eram mesmo os vilões. Karas, o capanga puxa-saco, é o mais engraçado, mesmo às vezes matando humanos sem nenhuma misericórdia. A comédia está nas suas tentativas de se disfarçar e passar imperceptível na Terra. Outras são sua tentativa de copiar os gestos de Gori ou quando leva a culpa pela destruição dos monstros.
Um mestre na arte do disfarce.
Dr. Gori, com seus chiliques toda vez que Spectreman detonava o monstro da vez ou com seus gestos megalomaníacos, ganhou mais vida ainda através da sensacional dublagem de Carlos Seidl, o dublador do "Seu Madruga". Por incrível que pareça, quase toda a mensagem ecológica era geralmente dita pelo vilão, que não acreditava como os humanos podiam tratar tão mal esse maravilhoso planeta. Havia horas em que ele parecia ter mais amor pelo planeta do que a maioria dos habitantes da Terra.
"SE EU FOR ELEITO..."
No último capítulo, Gori utiliza a mente de um boxeador em um de seus monstros, tornando-o quase invencível. Mas Spectreman vence o bicho, deixando Karas enfurecido, que parte pra cima de Spectreman. Karas também é morto, restando ao Dr. Gori cometer suicídio. À beira de um penhasco, Spectreman o pede pra usar seu conhecimento para o bem. Gori recusa, dizendo que seu objetivo é a conquista, pois o mal é sempre lembrado, e o bem facilmente esquecido. Enfim, se joga com uma bomba e explode. Spectreman, que havia sobrecarregado sua energias, não pode mais voltar a ser Kenji, tendo que retornar ao seu planeta natal.
Muitas vezes visto como uma imitação "ULTRASEVEN", Spectreman foi um enorme sucesso em todo o mundo, especialmente na América do Sul. O tema de abertura no estilo hard rock é lembrado pela maioria dos fãs internacionais, sendo mais conhecido que o tema original. O sucesso no Brasil gerou uma série de histórias em quadrinhos, que tinha diferenças em relação à TV. Spectreman era azul e prateado ao invés de marrom e dourado, o Dr. Gori tinha cabelos pretos (??) e alguns nomes eram diferentes. Com algumas capas muito bonitas, hoje são cobiçados itens de colecionador.
Para os padrões de hoje, Spectreman deve muito nos quesitos produção e efeitos especiais. Vista hoje por quem nunca assistiu, sempre passará a sensação de ser uma porcaria completa, pois até mesmo o programa do Chapolin passava mais realismo nas cenas de encolhimento do Vermelhinho.
Mas quem assistiu numa época em que monstros de borracha eram mesmo colossos de 30 ou 40 metros e maquetes de isopor realmente eram cidades habitadas vai sentir aquela vontade de ver um episódio novamente. Seja o do pai que vira um monstro que come lixo, o do monstro Semáforon (meu preferido) ou o da OPERAÇÃO GENOCÍDIO. See ya later...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A HISTÓRIA DOS SUPER SENTAI PARTE 6

A ERA DA AMERICANIZAÇÃO

Muuuuuuuuuito bem, entrincheirados. O assunto das gangues de japas coloridos voltou. Se você é da turma que só acompanhou essas séries a partir de Power Rangers, então não leia as outras cinco postagens sobre o assunto, pois lá estão as velharias que não foram corrompid... digo, adaptadas pelos americanos. A partir de Zyuranger, todas as séries seguintes vieram pra cá como “Power Rangers Alguma-Coisa”. Então vamos lá pro início das cagad...ops, adaptações dos EUA.


ZYURANGER
Kyoryu Sentai (Esquadrão Dinossauro) Zyuranger é a série Super Sentai de 1992. Seus 50 episódios serviram de base para a criação da primeira temporada de Power Rangers (Hora de Morfar O MEU OVOOO). Temas como a Era Jurássica, contos de fada e espacial fazem parte do enredo, gerando uma mistura que incrivelmente não vira uma bagunça. Zyuranger ajudou a acabar com a temática adulta dos Sentais, usando a comédia mesmo nos vilões mais importantes. O maior exemplo disso é a Bruxa Bandora, maior inimiga dos heróis, interpretada pela sensacional Machiko Soga, conhecida por aqui como a Aracnin Morgana, de Jiraiya. Outros rostos conhecidos do público brasileiro são Shiro Izumi (Change Pegasus em Changeman), interpretando Dragon Ranger (o verde) e Takumi Hashimoto (Manabu em Jiraiya) como Tiger Ranger (o amarelo). Sim, no original a única mulher era a Ranger rosa.
170 milhões de anos atrás, durante a era dos dinossauros, as Dinoferas sofreram um ataque das forças do mal de Gran Satã, lideradas pela Bruxa Bandora. Ela odiava dinossauros e quis erradicar todas as espécies da face da Terra. Ao final da guerra, Bandora e seus lacaios foram presos dentro de uma urna mágica e banidos para o planeta Nemesis. Mas uma profecia dizia que após 170 milhões de anos, o planeta Nemesis iria se aproximar da Terra e Bandora iria fugir e transformar o nosso planeta em um cemitério. Então, cinco crianças dos cinco grandes reinos se ofereceram pra permanecer em um tipo de hibernação até o dia em que Bandora voltasse. Barza, o mago branco, os vigiou durante seu longo sono. No presente, Bandora consegue escapar graças a astronautas. Os cinco guerreiros foram despertados pra combater as forças do mal, e com o poder das Dinoferas se tornaram o Esquadrão Dinossauro Zyuranger.
Ahááá, e não é que o Manabu levou a sério os ensinamentos de Tetsuzan?
Uma inovação da série foi que cada Ranger, ao invés de ter um carro ou jato, tinha seu próprio robô. Com o surgimento dos mechas individuais, nasceu a modinha dos objetos de invocação. Cada guerreiro só poderia invocar seu mecha se possuísse o tal objeto relacionado a ele. Em Zyuranger, esses objetos eram os cristais Dynocrystals. Quando combinavam seus mechas, formavam o robozão Daizyujin. Outra inovação foi a chegada de um sexto membro, nesse caso o verde Dragon Ranger, fato que se tornaria costume nas séries posteriores. Como ele também tinha um robô, as combinações com os outros gerava novos robozões e mais e mais brinquedos.
Megazord não, Daizyujin...

DAIRANGER
Gosei Sentai (Esquadrão Cinco Estrelas) Dairanger é a 15ª série do gênero Super Sentai, produzida em 1993. A preguiça dos americanos os fez adaptarem a série pra ser a segunda temporada de Power Rangers. Foram 52 episódios para TV e 1 especial de cinema. Essa série possui um dos roteiros mais complexos e melhores trabalhados de todos os tempos, sendo que cada episódio está preso ao outro de um jeito nunca feito antes, sendo também a primeira a usar como tema a cultura oriental.
Dairen'oh é um dos trocentos robôs da série
Na história a tribo Gohma desperta nos tempos modernos após 6000 anos. No passado ela foi derrotada pela tribo Dai, o que garantiu a liberdade do restante dos povos. Agora, os Gohma querem dominar nossa atual civilização. Os Dairanger são a nova geração dos guerreiros da tribo Dai, mas os herdeiros legítimos da tribo Dai atualmente são muito poucos, no grupo apenas Ryou (o vermelho Ryuranger) e Lin (a rosa Hououranger) são descendentes. O fato de alguns mocinhos terem laços com os vilões gera surpresas até o fim da série.
Demônio Boxer Jin Matoba: um vilão muito casca-grossa
Outra coisa surpreendente em Dairanger é seu sexto integrante: Kou, o branco Kibaranger, é um menino de apenas nove anos, fato totalmente ignorado pela produção americana, onde o Ranger verde de Zyuranger é que vira o Ranger Branco. Deve ter amadurecido...
Só não me pergunte como Kou fica adulto no uniforme de Ranger Branco...


KAKURANGER
Já que a idéia de usar a cultura asiática deu certo em Dairanger, a série seguinte seguiu pelo mesmo caminho. Ninja Sentai (Esquadrão Ninja) Kakuranger, produzida em 1994, usou como tema o universo ultra-bacana dos ninjas. A série “Mighty Morphin Power Rangers” usou Kakuranger pra ser a 3ª temporada deles, mas no original japonês temos 53 episódios, além de 1 especial de cinema, um 1 curta-metragem (onde recebem uma ajudinha dos Fiveman, Jetman, Zyuranger e Dairanger) e 1 especial de vídeo (ao lado dos Oh Rangers).
A base dos heróis servia como barraca de crepes nas horas vagas. Sério...
O seriado usa várias criaturas do folclore japonês como monstros e vilões, onde o narrador daqueles teatrinhos de papel (Teatro Kamishibai) nos explica a lenda que envolve o monstro do dia. Com muito humor, Kakuranger ainda tinha as famosas onomatopeias nas cenas de luta, que nem no seriado do Batman nos anos 60. A inovação ficou por conta dos robôs individuais, que podiam lutar mesmo sem as conversões com os outros. Por exemplo, se um episódio tinha o Ninja Black como o principal, ele podia até mesmo derrotar o monstro gigante sozinho. A idéia de cada membro da equipe se transformar em um robô é interessante, mas o exagero em número de robôs das séries anteriores acaba deixando ela meio que comum.
Os Juushou Fighters e suas formas blindadas
Foi a partir de Kakuranger que a liderança só do guerreiro vermelho começou a balançar um pouco, tirando um dos clichês desse tipo de série e mostrando que os outros membros também tinham voz ativa.
O 6º membro nem era humano e mudava de forma depois que era insultado.
Percebam que os roteiros eram completamente diferentes dos Power Rangers, não tinham nada de “Malhação”. O mérito de Malha... digo, Power Rangers foi trazer os Super Sentai de volta ao Brasil. Mesmo que do jeito inferior que estamos acostumados a acompanhar. Mas viva a internet e as almas bondosas que costumam postar os episódios pra quem quiser garimpar. See ya later...