quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Top 5: Personagens que você não vai acreditar que são baseados em pessoas reais

Toda história que você já assistiu ou leu inclui personagens que são, na realidade, baseados em alguém que o escritor conhecia. Ninguém pode inventar um monte de seres humanos do nada, modos que os escritores usam pessoas reais e mudam seus nomes. Até mesmo pessoas de outras mídias. Por exemplo...


5º lugar: SR. BURNS É UMA MISTURA DE UM PRESIDENTE DA FOX COM UM LOUVA-A-DEUS











"Os Simpsons" é cheio de tantas piadas e referências que assistir a um episódio é como estar preso em um carro com um grupo de amigos dos seus amigos enquanto eles falam um com o outro fazendo citações de filmes que você nunca viu. Então você não deve ficar muito surpreso ao saber que Charles Montgomery Burns, o magnata industrial de coração frio que serve como supervilão do desenho, é baseado em uma pessoa real. O que pode surpreendê-lo é como é insana e pessoal a base do personagem.

A inspiração da vida real:

Enquanto a personalidade do Sr. Burns é a fusão de vários magnatas, como Rupert Murdoch e Howard Hughes, sua aparência física é baseada no ex- presidente da Fox, Barry Diller.
Como presidente da Fox de 1984 a 1992, Diller foi o responsável pela colocação de "Os Simpsons" no ar, em primeiro lugar. Como "homenagem", seu rosto foi usado como molde para o sociopata bilionário vampírico como uma piada, se não fosse pelo fato de "Os Simpsons" quererem zuar demais a Fox.
Harry Shearer, que dubla o Sr. Burns nos States, uma vez chamou a rede de "indiscutivelmente uma força do mal." Então, o sósia animado de Diller passa um episódio fazendo munição para os nazistas quando o Diller da vida real é judeu. Mas o esquisito mesmo é o fato de que os trejeitos do Sr. Burns foram baseados em um louva-deus.


4º lugar: KRATOS FOI INSPIRADO EM EDWARD NORTON 











Em "God of War" você joga como Kratos, um guerreiro espartano que acidentalmente mata a sua família em uma explosão de fúria e, em seguida, tenta se redimir assassinando toda a mitologia grega.
Kratos não é exatamente um cara sutil. A única coisa mais clichê do que o seu "passado conturbado" é o seu design, uma irada montanha branca de músculos coberta de tatuagens tribais.

A inspiração da vida real:

Ao projetar Kratos, a equipe de God of War decidiu se basear no personagem de Edward Norton em "A Outra História Americana". Caso você ainda não tenha visto esse filme, é um musculoso neonazista alimentado pela violência e pela raiva.
De acordo com o diretor de "God of War", David Jaffe , uma cena específica de "A Outra História Americana", um drama intenso sobre o racismo, é o motivo de Kratos parecer e agir como ele. Alegadamente, a equipe de design de "God of War" não copiou a aparência de Norton ao criar Kratos, mas foram inspirados principalmente pela "sensação de poder e agressão que você via na cara dele."

No caso de haver alguma dúvida, a cena em questão envolve Norton violentamente pisoteando um jovem negro, o que Kratos copia em "God of War: Ascension".












3º lugar: JABBA, THE HUTT FOI BASEADO EM UM ATOR DE FILMES NOIR











É preciso um tipo especial de louco pra projetar criaturas em Hollywood. Basta olhar pra lesma-gângster gigante babona Jabba the Hutt - que tipo de mente xarope em Hollywood pensou naquilo? Acontece que eles começaram com uma foto de um simples cara gordo e... o negócio só ficava mais estranho.

No início Jabba era quase um cafetão irlandês espacial vestindo peles:
Felizmente, aquela versão foi banida no corte final do primeiro filme, deixando George Lucas com bastante tempo pra repensar a concepção de um personagem tão terrível que só o seu nome fazia Han Solo cagar nas calças. A espera mais do que valeu a pena: no momento em que "O Retorno de Jedi" saiu, Jabba havia se tornado a lendária montanha-nojenta-alienígena de cocô de lesma que tem tido ereções com a Escrava Léia.

A inspiração da vida real:

A equipe de produção de "Guerra nas Estrelas" veio com o projeto final para Jabba depois que foram instruídos por Lucas pra fazer o personagem parecer estranho e grotesco... assim como Sydney Greenstreet.

No caso de você não saber quem é (o que é aceitável, já que o cara morreu há mais de 60 anos), Sydney Greenstreet era um ator inglês mais conhecido por seus papéis em dois dos mais famosos filmes de Humphrey Bogart, "Casablanca" e "O Falcão Maltês", onde Greenstreet fazia versões humanas de Jabba the Hutt.
Por exemplo: em "O Falcão Maltês", Greenstreet interpretou o contrabandista Kasper Gutman (apropriadamente apelidado de "The Fat Man"). Já em Casablanca, ele fez Signor Ferrari, uma figura infame do submundo conhecido em toda a cidade por suas várias relações criminosas que, aliás, incluía escravidão, assim como um certo verme obeso espacial do universo "Guerra nas Estrelas".

O personagem Ferrari realmente provou ser uma adaptação tão perfeita para Jabba que a Lucasfilm quase deu ao gangster espacial um chapéu como o que Greenstreet usou em Casablanca pra indicar sua "marroquinidade".


2º lugar: O CORINGA FOI BASEADO EM UMA ESTRELA DO CINEMA MUDO











O Coringa é facilmente um dos mais populares personagens de quadrinhos de todos os tempos, quase ofuscando a fama do seu inimigo, Batman. De muitas maneiras, o Coringa era a melhor coisa que aconteceu pra Bruce Wayne fora o assassinato de seus pais. Sem a ameaça constante do Palhaço do Crime, os fãs já teriam parado de ler há muito tempo, e Batman teria se aposentado faz tempo.
"Você tem 100 milhões em bat-high-tech, mas meu cano é maior."
A inspiração da vida real:

Todo o visual do Coringa, da sua pele branca ao seu sorriso torto e os círculos escuros ao redor dos olhos, é copiado de um filme mudo de 1928 chamado "O Homem que Ri", especificamente do personagem principal, Gwynplaine, que tem seu rosto cortado de propósito em um sorriso permanente:
O criador Bob Kane afirmava que foi Bill Finger quem sugeriu o retrato de Conrad Veidt como Gwynplaine, porque Finger era um grande fã do expressionismo alemão. Kane gostou tanto da idéia que a primeira aparição do Coringa em Batman nº1 era uma cópia idêntica do personagem de Veidt.
Se eles sabiam que esse personagem cheio de maquiagem de alguma forma seria o contraponto perfeito pro seu personagem morcego-vigilante, não se sabe. Depois de 75 anos de histórias com os dois, você não pode deixar de ser lembrado de que, às vezes, a criatividade é apenas uma questão de saber o que roubar.


1º lugar: O CLUBE DO INFERNO É BASEADO EM VÁRIOS ATORES FAMOSOS











O Clube do Inferno é um grupo de mutantes muito bem-vestidos que serve como um dos principais adversários dos X-Men.
Parece que é impossível saber quem é vilão num clube de striptease.
Com imensos superpoderes e uma abordagem elegante, é difícil não ver o Clube do Inferno como um dos adversários mais originais que os X-Men já enfrentaram.

A inspiração da vida real:

Historicamente, o Clube do Inferno foi um apelido para estabelecimentos "de cavalheiros" do século 18, onde homens brancos ricos iam pra ficar bêbados e nus, embora nem sempre nessa ordem. A idéia de usar um estabelecimento como um antro de vilões superpoderosos veio de um episódio de um programa de TV britânico chamado "Os Vingadores".
O programa mostrava o super-espião John Steed, que junto com sua adorável assistente Emma Peel salvavam o mundo de várias ameaças paranormais e de ficção científica. Era como uma mistura de James Bond e Doctor Who, até que fizeram em 1998 um dos piores filmes de todos os tempos, onde se tornou uma mistura de trocadilhos horríveis e vergonha.
Num dos episódios, o "Clube do Inferno" da série sequestra Emma Peel, a droga e força-a a tornar-se a "Rainha do Pecado", que envolve o uso de pouca roupa e uma gargantilha de couro com cravos. Os roteiristas de X-Men pensaram que era uma boa idéia, então eles introduziram uma nova gangue de vilões chamada Clube do Inferno e fizeram praticamente a mesma coisa com Jean Grey.
Eles ainda pegaram emprestado o nome "Emma Peel" quando criaram Emma Frost, a Rainha Branca, cujo biquíni-espartilho de esquimó nos quadrinhos e no filme foi obviamente inspirado pelo traje da Rainha do Pecado.
Como já tinham ido longe, os roteiristas decidiram basear os membros restantes do Clube do Inferno em atores famosos, porque é muito mais fácil simplesmente copiar coisas quando você está com o prazo apertado. O líder do clube, Sebastian Shaw, é praticamente um desenho do ator Robert Shaw, que também fez o pescador Quint em "Tubarão".
Outro mutante do Clube, Jason Wyngarde, é uma cópia descarada do personagem-título da série de TV "Jason King", interpretado por Peter Wyngarde (notaram um padrão aqui?), até o bigodão que fazia de qualquer refeição um desafio.
Copiaram até a estilosa camisa roxa.
O ciborgue do Clube, Donald Pierce, foi inspirado em Donald Sutherland e batizado pelo personagem que ele interpretou em M*A*S*H, Hawkeye Pierce.
E, finalmente, Harry Leland, o membro gordo e barbudo, foi baseado em Orson Welles, o membro gordo e barbudo da elite de Hollywood. Leland tem a capacidade mutante de aumentar a sua massa.
É isso mesmo: a Marvel baseou um personagem em Orson Welles e fez da obesidade seu super-poder. E é assim que você constrói um império de entretenimento de bilhões de dólares, crianças.

Pois é, já dizia o sábio chinês: nesse mundo nada se cria, tudo se copia. Ou se baseia, para os faces-de-madeira. Inté a próxima, see ya later...

terça-feira, 12 de agosto de 2014

TOP 5: REINVENÇÕES FDP

Alguns personagens de quadrinhos foram reinventados com sucesso ao longo dos anos, como o Super-Homem (que inicialmente não voava), os X-Men (que não tinham o Wolverine) e Batman (originalmente um aventureiro neurótico. Opa, peraí...). Em todos esses casos os roteiristas e desenhistas sempre respeitaram o conceito do personagem, já que foi assim que ficaram populares e uma mudança seria estúpida, porque assim você criaria um novo personagem.
O que não quer dizer que isso não aconteceu. Por exemplo...


5º lugar: JUSTICEIRO ANJO


Quase todos os heróis têm algum tipo de código moral, geralmente sobre assassinar seus inimigos. Os roteiristas fazem isso pra manter nossos heróis simpáticos e pra provar que eles são melhores do que os assassinos e vilões fantasiados contra quem eles lutam.
Mas os roteiristas receberam carta branca pra um herói. Um herói que parecia e agia como um vilão. Um cara cujo único poder é ser um louco com um monte de armas. Nenhum código. Nenhuma moral. Apenas "matar os caras maus". Esse herói é o Justiceiro.
"Com grandes poderes vêm grandes tiroteios."
É o único gibi tradicional totalmente irresponsável, onde praticamente todo mundo morre. É impressionante.

A reinvenção FDP:

Em 1998, pra aliviar o caráter, a Marvel decidiu matar Frank.
"Eu acabei de matar todo mundo. Merda, não tenho mais o que fazer."
 E as coisas só pioraram. Tudo porque alguém pensou que não seria ruim se o Justiceiro virasse um anjo pistoleiro.
Nessa minissérie, o Justiceiro é trazido de volta à vida por Gadriel, um anjo da guarda que decide dar a esse assassino em massa uma chance de redenção - o que neste caso significa entregar-lhe armas angelicais e enviá-lo pra matar demônios. Seu novo trabalho também lhe dá invulnerabilidade e sentidos aguçados, onde ele deixa de ser o Justiceiro e se torna uma versão masculina de Buffy, a Caça-Vampiros.
Enquanto as armas mágicas brilhantes de Frank podem matar criminosos comuns, durante essa série ele as usa pra lutar contra as hordas do inferno, a fim de corrigir o seu karma e ter a chance de ver sua família novamente no céu. Este é o tipo de besteira que só poderia ter vindo da mente de um executivo de TV lançando um desenho animado amigável do Justiceiro e uma linha de brinquedos onde ele realmente não mata pessoas, mas ainda assim isso foi escrito e publicado pela própria Marvel.

No final da minissérie, o Justiceiro acaba como uma espécie de anjo da guarda, elaborado pra ajudar as pessoas que precisam, ao invés de apenas estourar as cabeças dos criminosos. E quando ele se depara com os criminosos, ele agora dá uma chance de eles se arrependerem e irem embora antes de despachá-los.
A idéia de ele ser um disciplinador angelical com armas era pra fazer o personagem mais simpático, mas isso matou o objetivo simples do personagem ("Matar todas as coisas "). Depois de mais uma minissérie, dessa vez com Wolverine como convidado, o Justiceiro foi trazido de volta ao normal. Felizmente o roteirista seguinte só precisou de três quadrinhos pra corrigir todos os danos.


4º lugar: MULHER-MARAVILHA KUNG-FU
Mesmo que seu criador tenha lhe dado uma fraqueza machista ridícula, a Mulher-Maravilha sempre foi grande. Numa lista de 10 super-heróis mais famosos de todos, ela não só estaria lá como seria a única mulher.
OI ZAZÁ...
Parte do apelo é que o conceito Mulher-Maravilha é bastante simples: ela é uma poderosa amazona enviada para o mundo dos homens pra combater o crime. É simples. Além disso, ela possui um laço mágico e um avião invisível.

A reinvenção FDP:

Todas as coisas foram deixadas de lado entre 1968 e 1973, quando a DC decidiu atualizar a Mulher-Maravilha como uma detetive particular kung-fu, sem poderes ou uma fantasia. Ou, você sabe, qualquer coisa que possa justificar o uso das palavras "Mulher-Maravilha" na capa.
Embora a DC provavelmente estivesse tentando lucrar com toda aquela coisa de "feminismo" com essa mudança, tudo acontece por causa de um cara: em Wonder Woman nº 179, seu namorado Steve Trevor (o Lois Lane macho) fica em sérios apuros e ela tem que ajudá-lo. Enquanto isso, as amazonas anunciam que estão indo pra outra dimensão e que a Mulher-Maravilha tem que vir com elas se quiser manter seus poderes. Sabendo que Steve iria morrer dentro de dois dias se ficasse sozinho, MM desiste de sua fantasia e habilidades de amazona pra ficar com ele.
Felizmente ela não fica desamparada por muito tempo, porque ela imediatamente corre pra um cego chamado I Ching, que ensina seu kung-fu.
"O segredo do kung-fu é... Puta merda, por que meu braço esquerdo está branco?"
Depois de um curso de curta duração, a nova Mulher-Maravilha está pronta pra voltar a ajudar Steve... mas então Steve morre. Mesmo que a morte de seu namorado fosse uma razão pra ela ir com as amazonas, MM nem sequer pensa em segui-las para a outra dimensão. Em vez disso, ela abre uma butique, se torna detetive particular de meio período e começa a viajar pelo mundo com seu mestre de kung fu.
Em uma aventura, ela luta contra um bando de lésbicas hippies que escravizavam crianças, provavelmente como resultado do editor pedindo uma história "arrancada das manchetes" e o roteirista combinando literalmente várias notícias juntas. Na maioria das vezes o nome Mulher-Maravilha não é sequer mencionado fora da capa, uma vez que todo o tempo ela usava seu apelido, Diana Prince.

Ironicamente, o mesmo movimento feminista que a DC desajeitadamente vinha tentando apelar foi responsável pela Mulher-Maravilha voltar ao normal cinco anos depois, quando começou uma campanha pública pra restituir seu traje clássico e poderes. A DC imprimiu rapidamente uma história onde I Ching é morto e Diana é atingida na cabeça e perde a memória dos últimos cinco anos, vagando de volta para a Ilha Paraíso. Provavelmente sua perícia com artes marciais foi revertida nesse ponto também, porque nada disso foi mencionado novamente.


3º lugar: PROFESSOR HULK
Desde sua criação, o Incrível Hulk sempre foi um homem normal (Dr. Bruce Banner) lutando com seus demônios interiores, que são representados sob a forma de um monstro verde com um gosto por calças roxas.
O centro da história é ele ser forçado a viver como um pária, se escondendo dos militares, o que era muito difícil dada a sua tendência de crescer e esmagar coisas sempre que fica furioso. É esse paradoxo que faziam as histórias interessantes.

A reinvenção FDP:

Em 1991 a Marvel fez uma série onde Banner, através de sessões de hipnoterapia, cura-se de seus problemas de raiva... deixando-o como um professor de ciência de pele verde com 8 metros de altura. Assim, não só o Hulk pode formar frases coerentes como agora ele também usa roupas completas.
Mas essa reviravolta na essência do personagem não poderia durar muito tempo, certo? Na verdade, isso durou 8 anos, com Banner em sua forma de Hulk o tempo todo, porque ele não tinha realmente nenhuma razão pra voltar a ser um magrelo fracote. Não só isso, Hulk também se transformou em um super-herói pleno, juntando-se uma organização filantrópica chamada Panteão e, com o tempo, virando seu chefe.
Obviamente, o novo status social do Hulk exigia que ele se vestisse com classe:
Trinta alfaiates morreram fazendo esse terno.
Então, sim, ele não era realmente o Hulk no sentido tradicional. Ele ainda podia esmagar um tanque, mas preferiu usar seu cérebro antes dos punhos. Mas peraí, se ele é um gigante musculoso quando está calmo, o que acontece se ele fica realmente com raiva? Bom ...
Por que a calça rasgada?


2º lugar: TEMPESTADE PUNK
Tempestade é uma das mutantes mais populares dos X-Men (depois de Wolverine, Wolverine, Noturno e Wolverine) e também uma das mais poderosas, devido à sua incrível capacidade de controlar o tempo.
Originalmente, Tempestade foi tratada como uma deusa em sua terra natal na África devido aos seus poderes e benevolência, e mesmo depois de se juntar aos X-Men, ela se manteve serena e majestosa. Ela é uma senhora elegante, é o que quero dizer.

A reinvenção FDP:

O que acontece quando você combina Tempestade, punk rock e Mr. T?
Gosta de Sex Pistols?
Chris Claremont, roteirista dos X-Men na época, decidiu que era hora de dar um novo corte de cabelo pra ela. Então, com uma brincadeira de mau gosto, o desenhista fez um esboço da Tempestade parecendo o Mr. T, uma vez que eram os anos 80 e o cara estava em toda parte. Pra surpresa do desenhista, o editor gostou do desenho e o obrigou a incluir nos quadrinhos, apesar dele dizer que era uma "péssima idéia".

Como qualquer antropólogo formado pode dizer, a falta de piedade segue o moicano onde quer que ele esteja, e com a Tempestade não foi diferente. Ela simplesmente começou a detonar gangues inteiras apenas com as mãos apenas pra mostrar como ela pode ser durona.
A mudança foi concluída, alguns meses depois, quando ela foi atingida por uma arma de raios que tirou seus poderes. Isto seria muito legal, exceto que o ponto de estar nos X-Men é que os personagens são mutantes. É o primeiro critério pra ingressar e permanecer. Mas não só Tempestade fica como desafia um Ciclope amargurado pra uma luta pra ser líder da equipe. E ganha.
Imaginem recrutar essa doce e humilde menina estrangeira e observar lentamente ela se transformar em uma porra-louca. Suponho que os outros X-Men estavam com muito medo dela, com poderes ou não.
Uma vez que os anos 80 e a T-mania acabaram, Tempestade lentamente voltou pra sua personalidade de origem. Mas, por precaução, ninguém tem permissão pra assistir "Rocky III" na Mansão Xavier até hoje.


1º lugar: CAPITÃO AMÉRICA VIRA O CAPITÃO... NADA
Aqui está tudo o que você precisa saber sobre o Capitão América:
Sim, o traje-bandeira praticamente diz tudo, e também o fato de que ele está socando o nazismo na cara - e não apenas Hitler, mas o próprio conceito do nazismo. Consta que, no momento em que o artista terminou de desenhar essa página, a mandíbula real de Hitler deslocou-se espontaneamente. Após a 2ª Guerra Mundial, o Capitão América trabalhou por um tempo, mas depois voltou nos anos 60 pra mostrar a todos os novos super-heróis quem era o maioral. Desde então, ele manteve-se como o mais popular herói patriótico do mundo.

A reinvenção FDP:

Aquele momento em que ele desistiu da parte "América" ​​e se transformou em um super-herói genérico de merda:
Sim, por um tempo, o Capitão América trocou seu nome, traje e escudo e tornou-se... um outro personagem obscuro da Marvel com quem ninguém se preocupa. Tudo começou bem no meio da versão Marvel do escândalo de Watergate, em que o presidente Nixon é exposto como um criminoso e estoura os miolos na frente do Capitão América. Nosso herói fica tão chocado e desiludido que joga seu traje e sai do patriotismo.
No entanto, depois de alguns meses de desemprego Steve decide que ainda quer ser um super-herói, e assim começa a pensar em uma identidade que irá refletir sua nova atitude ...


... se tornando o Nômade e usando o pior traje que se possa imaginar. Em sua aventura de estréia, o Nômade tem de lutar contra uma mulher obcecada por cobras dentro de uma sala de cinema que acontece de estar exibindo uma velha entrevista do Capitão América, provavelmente pra ressaltar como é terrível esse novo uniforme se comparado com o antigo.
A pergunta é: Por que mudar tudo ? Ele não poderia simplesmente cobrir o "A" em seu velho traje e continuar usando ele? Pelo menos ele poderia ter mantido seu escudo indestrutível e pintar de outra cor pra torná-lo menos patriótico. Além disso, até mesmo o próprio gibi reconhece que a decisão de dar pro Capitão América uma capa era um erro.
É issaí por hoje, pessoal. Aproveitem e sigam a Trincheira Nerd no Facebook. Sugestões são bem-vindas, assim como comentários, elogios, doações e xingamentos moderados. See ya later...

terça-feira, 8 de julho de 2014

TOP 10: JOGOS BEAT’EM UP

Hein??? Calma, não é tão complicado quanto parece. Os jogos de Beat’em Up são aqueles que a gente chama de “briga de rua”, onde você anda pra direita arrebentando a fuça de todo mundo que aparecer na sua frente até chegar no chefão da tela. E de onde veio essa idéia? Bom, três filmes serviram de base pro nascimento desse gênero: “Wheels on Meals”, um dos mais famosos filmes de Jackie Chan e Sammo Hung, mais conhecido aqui como “Detonando em Barcelona”; e “O Jogo da Morte”, o filme inacabado do mestre Bruce Lee.
Os elementos de espancar vários inimigos ao mesmo tempo, usar itens e enfrentar chefões vieram deles. O terceiro é mais do que óbvio: “The Warriors – Os Selvagens da Noite”. Anos depois, o beat’em up acabou dando origem aos jogos de luta, então... cara, esses filmes são meio que a Bíblia pra muito jogador.
Prepare então o soco inglês, o cano de ferro e um sal de fruta, porque comer um frango inteiro de uma vez só deve dar uma congestão do c@#@!&*...


10º lugar: ALTERED BEAST
Zeus ressuscita um guerreiro pra resgatar sua filha Athena das mãos do vilão Neff. Ao longo do jogo você consegue orbs deixam você maior e mais forte, até poder se transformar em várias feras. A dificuldade é incrivelmente alta. Inimigos se aproximam em bandos e atacam rapidamente e o personagem é grande demais pra desviar de tudo. Bom, só tá na lista pra ninguém reclamar que nunca falei de nenhum jogo da Sega...


9º lugar: BATTLETOADS
Tartarugas nunca meteram medo em ninguém, mas bastou virarem ninjas pra ganharem respeito. Sapos já têm um histórico de manterem o pessoal à distância, ainda mais quando se vestem como headbangers. Ratos, corvos, nada era páreo pro trio de batráquios. Exceto aquelas malditas paredes nas telas dos jet-skis. Mas já falei isso mais de uma vez aqui no blog, então procura os outros posts sobre games, cansei de falar da dificuldade dessa bagaça.


8º lugar: THE SIMPSONS
Se tem uma franquia que todo mundo curte é Simpsons. Em 1991, a Konami nos brindou com um arcade deles. Você tinha que salvar Maggie das garras do Sr. Smithers, esmurrando toda a cidade. Até quatro jogadores podiam jogar de uma só vez. Como Homer, o jogador simplesmente socava e chutava. Como Marge, o jogador podia usar um aspirador de pó como arma. Como Bart, o jogador podia usar um skate como uma arma. E como Lisa sua arma era uma corda de pular. No geral, um jogo altamente viciante, que fez justiça ao grande sucesso que Os Simpsons faziam na época.


7º lugar: GOLDEN AXE
Todo mundo sempre lembra de briga de gangues, mas acaba esquecendo uma época legal pra enfrentar inimigos sem armas de fogo: a do barbarismo. Incrementar sopapos com espadas e magia tornou Golden Axe uma máquina de vender fichas. Você podia escolher entre um bárbaro, um anão e uma gostosa e lutava contra todo tipo de inimigos. O jogo teve uma série de aspectos interessantes, incluindo a capacidade de montar dragões e obter pequenos potes de magia pra lançar ataques místicos sobre os adversários. Clássico que sempre vale um replay.


6º lugar: STREETS OF RAGE
Streets of Rage tinha um pequeno problema: era da mesma época que Final Fight. Problema porque ele não deve nada ao rival, mas fica meio esquecido. O diferente em relação aos demais é que você comandava ex-policiais, com o famoso ataque especial do carro de polícia, em que um tira usava uma bazuca pra te ajudar. Pode ser um jogo mais simples, mas é difícil ganhar vidas, dando uma balanceada no desafio. Pros fãs xiitas da Nintendo, esse é um dos poucos jogos da Sega que eles não podem falar mal.


5º lugar: DOUBLE DRAGON
Esse sempre foi um jogo estranho. Simples demais, gráficos comuns, não era tão difícil, mas ainda assim roubava o dinheiro do pão de muitas mães. Os jogadores assumem o papel de Billy e Jimmy Lee e quebram tudo através de hordas de bandidos pra resgatar uma garota chamada Marion das garras do Mr. Big. Double Dragon foi um divisor de águas, pois dois jogadores podiam cooperar pra bater nos inimigos, incluindo um irmão Lee agarrando um inimigo pro outro bater. Se você selecionar "Modo A", você e seu amigo não poderão bater um no outro. Se você selecionar "Modo B", pode causar danos no amigo. Conselho: selecione “Modo A” pra evitar uma amizade quebrada. O problema era quando você vencia o chefão: apenas um irmão podia ganhar o afeto de Marion, fazendo dois caras que foram companheiros no jogo inteiro sairem na mão pra ver quem ficava com a fulana.


4º lugar: TURTLES IV - TURTLES IN TIME
Esse é o mais famoso jogo das Tartarugas Ninjas pra SNES. O que ele tem de mais legal em relação aos outros são as telas através de vários períodos da história. Krang e Destruidor roubam a Estátua da Liberdade (?) pra atrair as Tartarugas pra uma armadilha. Quando chegam ao local, são transportadas no tempo, onde lutam contra os vilões pra arrumar a zona. Além dos ataques normais é possível arremessar os inimigos, às vezes em direção à tela, uma novidade bem maneira nos games. O jogo é tão clássico que ganhou um remake para os consoles atuais, mas não supera o original.


3º lugar: CAPTAIN COMMANDO
Juntar um ninja, uma múmia que usa facas, um bebê pilotando um robô e um soldado futurista pra combater o mal foi uma idéia que não tinha como dar errado. Um clássico dos arcades, era difícil até escolher com quem iríamos jogar, pois todos os personagens eram legais. Com cores vibrantes e jogabilidade fluida, enganava os jogadores às vezes, alternando entre partes fáceis e difíceis. E pra quem nunca sacou, as iniciais do personagem-título indicavam a produtora do game: CAPtain COMmando. Pronto, mais uma coisa inútil que você aprendeu.


2º lugar: FINAL FIGHT
Em Final Fight, Mike Haggar (ex-lutador e atual prefeito de Metro City), Cody e seu amigo Guy estão em uma missão pra resgatar Jessica (filha de Haggar e namorada de Cody) da gangue Mad Gear. Utilizando facas, canos de ferro e até espadas (entre outras armas) ao longo do caminho, o jogador enfrenta todo tipo de inimigos, de gordões a lutadores de sete metros de altura ou mulheres punks (ou travecos). O jogo era mais realista e violento que os demais, garantindo muitos fãs. Terminar era tarefa pra poucos, pois além de difícil, era demorado e, se você perdia, voltava do começo. Clássico dos clássicos.


1º lugar: CADILLACS AND DINOSAURS
Na verdade, considero o 1º e o 2º lugar como um empate técnico. Os dois são excelentes, mas aqui pesou o fato de Cadillacs and Dinosaurs ser baseado em quadrinhos. “Xenozoic Tales”, de Mark Schultz, infelizmente nunca saiu por aqui, mas ganhamos de presente a versão arcade do gibi. Um diferencial é o ambiente florestal ao invés de becos.
A jogabilidade atropela todos os jogos dessa lista sem dó. Você pode correr para todas as oito direções possíveis e conta com um ataque que derruba quem estiver na frente. Pode usar armas de fogo e granadas, coisa que é rara na maioria. O preço de tantas possibilidades de ataques é a dificuldade, pois às vezes a tela se enche de inimigos e os chefões são chatos pra caramba. Devido a licenças divididas entre duas empresas, o jogo nunca foi adaptado pra consoles, restando apelar pra emuladores ou arcades. E com certeza você vai ter que esperar na fila da máquina.

Bom, depois de tanta pancadaria, simbora tratar das contusões. E falando em pancadaria, terminei esse post enquanto a Alemanha massacrava o Brasil. Mas nem considero, eles jogaram no nível fácil...