domingo, 12 de outubro de 2014

TOP 6: AS EDIÇÕES MAIS “QUE PORRA É ESSA?” DOS QUADRINHOS

Vendo os produtos que são gerados a partir de franquias de sucesso, não é surpreendente que as pessoas gastem seu dinheiro com qualquer coisa que tenha seus personagens favoritos, e eu quero dizer absolutamente qualquer revista lançada. Não importa se está faltando enredo, lógica ou mesmo entretenimento, alguém vai comprar mesmo se for uma porcaria, porque a indústria de quadrinhos vai continuar fazendo pérolas como essas...


6º LUGAR: A EDIÇÃO DE PRAIA DA MARVEL
Copiando uma revista de esportes que produzia edições especiais com atletas gatas em biquínis, a Marvel lançou, de 1991 a 1995, a “Marvel Swimsuit Special”, uma edição anual que fornecia imagens de super-heróis vestindo o mínimo possível de roupas.  
Por exemplo, essa capa que mostra Vampira muito ocupada fazendo um olhar sensual pra lembrar que toda essa pele exposta é um perigo à vida de meio mundo de banhistas. Claro, ela não pode sequer beijar o namorado sem botar ele em coma, mas tudo bem se engraçar com ele seminua. Qual a pior coisa que poderia acontecer? Ela drenar todo o seu poder? No fundo do mar? E afogar ele? Ah bom, então assim sim...
Em vez de usar um maiô, a Mulher Invisível escolheu apenas tornar invisíveis algumas partes de seu corpo. O que é bom, exceto pelo fato de que os poderes de Sue têm a ver com sua concentração, o que significa que, logo que ela se virar e ver um monstro gigante atrás dela, vai se esquecer de continuar a fazer seu maiô invisível e, basicamente, estará nua na praia. O que não seria nada ruim...
Pra um veterano do Vietnã, é incrível ele não ter cicatrizes.
Não decidi ainda o que é mais sem-noção nessa imagem. O Justiceiro tá tentando impressionar a quem com essa sunga-caveira, porque não parece ter nenhuma mulher por perto. Em vez disso, Frank Castle, um dos mais raivosos e mortais do universo Marvel, está posando de go-go boy pra um grupinho de monstras safadinhas. Monstras, percebam, que estão brigando pra comprar escovas de dentes, quando os únicos dentes à vista estão pendurados na sunga do Justiceiro. E é por isso que devemos ser gratos por essa revista não ter nenhuma história.
Namor é um daqueles caras aquáticos que basicamente usa uma sunga como uniforme, mas essa aqui é uma edição especial. Por isso Namor se preparou: pegou sua melhor concha dourada, deu um trato no cabelo e ensaiou sua melhor expressão “É aqui que tem suruba?” na frente do espelho por uns 5 dias. Sejam bem-vindas, senhoritas...

Provavelmente a única coisa mais doida do que o fato desse gibi ter sido lançado por cinco anos consecutivos seja os fãs que escreveram aos editores.


5º LUGAR: A GALERIA DO CAVALEIRO 

Batman: Knight Gallery é na verdade uma idéia legal.
Não é tão emocionante como uma história comum, mas é convincente. O leitor consegue imaginar que Bruce Wayne é um cara real, que ficou até tarde projetando seu traje e todos os seus brinquedos. Tratado corretamente, um diário de idéias rejeitadas do Batman poderia ser um artigo muito bom pra aumentar o universo do Morcego.

Pena que eles incluíram todos os comentários de Wayne, que o deixam meio idiota. 
Acontece que toda a mística que faz Batman tão legal é jogada fora quando você tem que ler sobre ele se perguntando se a roupa pode fazê-lo parecer "muito chique". Esse não é o diário de idéias rejeitadas de Bruce Wayne; é um desfile de moda.  
É assim que ele acha que os morcegos parecem? Caramba, não admira que ele tinha tanto medo deles.
Satanás???
O que realmente incomoda nesses projetos, além do fato de que os morcegos não são vermelhos, são os comentários de Bruce pra si mesmo em cada imagem. Notas como "soltar os ganchos do ombro" e "capa impraticável" fazem parecer que ele estava vendo os desenhos pela primeira vez e não que tinha acabado de gastar horas esboçando, fazendo sombreamento e colorindo cada um. São pequenas coisas como essas que fazem você perceber que Batman é realmente um cara rico que tem alguns problemas de saúde mental e muito tempo livre.  
Talvez ainda mais louco que o Batman comentando sobre suas próprias fantasias é a maneira como ele faz isso ao redesenhar o traje de Robin pro seu terceiro companheiro, Tim Drake. Finalmente ele percebe, depois de todos esses anos, como é impraticável e inadequado o traje do Robin, isso depois do primeiro sidekick desistir e o segundo ser violentamente assassinado. 
Capa à prova de fogo é essencial. Se ferrou, Tim...
Somente as asas que não funcionam, Bat? E sobre o tapa-sexo verde brilhante? Nenhum problema com isso? Então, novamente, como podemos ver abaixo, Batman tem uma coisa estranha sobre virilhas. Notem que sempre está apontando pra lá... 
Isso é o que? Um alvo?


4º LUGAR: O GUIA DE MUSCULAÇÃO DA MARVEL
Mais um livro que parece ser uma ótima idéia, porque toda criança e todo marmanjo quer ser um super-herói. Esse livro deve, teoricamente, agir como um guia pra se tornar o mais próximo possível de ser um super-herói.

Ou pode ser apenas essa coisa totalmente diferente que é muito, muito pior. 
Levantar pesos não é ruim pra você, mas o Guia da Marvel não leva em conta que é mortal crianças levantarem uma barra de metal acima do rosto, já que os braços uma hora vão cansar. Imagine um pirralho da década de 70 trabalhando sozinho no quarto com o objetivo de se tornar um combatente do crime, só pra ter um haltere enfiado na cara, ficando desfigurado de um jeito que ele não tem escolha a não ser virar um super-vilão.
Isso aí: faça flexões até ficar enjoado.
Em seguida, a Marvel chega aos fundamentos básicos de um bom treino, que é, claro, continuar até você ficar doente. Esqueça trabalhar em um ritmo constante, pois as crianças são ativas e precisam entrar em forma rápido e não há melhor maneira de fazer isso do que se exercitar até vomitar.

E os exercícios vão sacaneando a gente mais e mais.
  
O comentário sobre esse exercício é proibido pra menores.
Sim, apenas esticar a língua, arregalar os olhos e ficar gritando é o exercício de agora. Não se esqueça de fazer ele na próxima vez que você for à academia, mas lembre-se de levar o livro com você e mostrar para as pessoas pra que elas saibam que você não é um idiota, você é apenas xarope mesmo.


3º LUGAR: DIA DOS NAMORADOS DC 
"...porque eu vou caçá-la; e todos os que você ama cairão."
Filmes e programas de TV fazem cartões do Dia dos Namorados o tempo todo, e não tem nada de surpreendente nisso. Às vezes, uma criança de oito anos quer expressar seu amor pra outra de oito anos, mas ele só sabe se comunicar usando o Batman. Pois seus problemas acabaram...

O que não entendo é a mentalidade de quem fez a revista de cartões do Dia dos Namorados da DC. É como se eles apenas tivessem lido metade das instruções ("Incluir personagens do universo DC") e ignoraram todo o resto ("Certifique-se de que não é totalmente retardado"). 
Ah Batman, seu safadinho...
Esses personagens não são uma equipe nos quadrinhos, então o máximo que a imagem indica é um super triângulo amoroso entre Batman, Mulher Maravilha e um Robin menor de idade. Olha o tamanho do coraçãozinho "Você é legal". Eles não devem ter gostado do fato de que tinham que incluir uma mensagem estúpida de Dia dos Namorados no que viria a ser o primeiro anúncio oficial do trio para o público.

Dar esse cartão pra outra criança automaticamente coloca você em alguma lista de procurados pela polícia. Irresponsabilidade da DC.
  
Estou um pouco confuso sobre que tipo de mensagem de Namorados esse acima pretende passar. "Você é terrível" seria o mais certo, já que o Coringa é um psicopata que assassina em massa. Ou algo como: "Eu vou te caçar como o Batman persegue bandidos. Você nunca, nunca vai fugir de mim. E não estou brincando... "

Mas talvez eu esteja sendo muito crítico. A mensagem poderia, obviamente, ser apenas "eu amo serial killers".
É legal a DC incluir pelo menos um cartão pra ser dado pro garoto desajeitado com quem ninguém fala. Ao invés de arriscar dando um daqueles cartões que podem indicar que você gosta dele, você finalmente tem um cartão que diz: "Eu acho você elegante, mas o Super-Homem é muito melhor que você."


2º LUGAR: O LIVRO DE RECEITAS DA MARVEL
“The Mighty Marvel Superheroes Cookbook” não ensina muito as crianças a cozinhar, pois só mostra imagens de super-heróis com alimentos e deixa para as crianças descobrirem o resto.
Teias marrons???
Por exemplo quando o seu primeiro passo em uma receita de Como Fazer Panquecas é "faça panquecas" e o segundo e único outro passo é "colocar o chocolate sobre ela." Aposto que essa coisa tem um anúncio pro Guia de Musculação da Marvel em algum lugar aqui também, ou pelo menos deveria ter, se cada receita é "fazer comida, adicione o açúcar".
Esse livro de receitas é um covarde. Ele se recusa a sequer sugerir um recheio de sanduíche; ele coloca todas essas decisões nas mãos do leitor. Apenas esperamos personagens de quadrinhos nos ensinando um rango legal, não apenas sentar sem sujar as mãos. Além disso, fazer um sanduíche e abrir um saco de batatas fritas não é tecnicamente cozinhar.
Asgardianos não costumam ser vegetarianos. E a receita já prova isso quando o primeiro ingrediente pra uma sopa de legumes é meio quilo de carne moída. Em algum lugar entre Asgard e a Terra a definição de "vegetariano" se perdeu. E também as definições de "livro de receitas", "instruções" e "receita".


1º LUGAR: SUPER-DICIONÁRIO
O Super-Dicionário é um grande dicionário liberado pelo Serviço Educativo da Warner em 1978, que era repleto de situações ridículas e insinuações impróprias. Se alguma criança nunca aprendeu alguma coisa com esse livro, isso é uma coisa incrível.
Oh, que terrível Luthor roubar 40 bolos...
No interesse da aprendizagem que todo o dicionário passa, descobri que não existe lógica em nenhum lugar, mas temas recorrentes. Como o fato de que:

Robin é inútil 

Batman queria fazer a morte de Robin parecer um acidente. É por isso que ele deu as chaves pra um menino pré-adolescente. Ele queria que seu companheiro morresse e o colocou atrás do volante de um carro experimental perigoso. "Experimental" significa que o carro não tinha freios.

Ninguém na Bat-Família gosta de falar do dia em que o primeiro Robin morreu em um terrível acidente com um carro de borracha. Pra ser justo com o Robin, ele só tinha 12 anos. 
Acima Robin põe a culpa na bola por não conseguir fazer uma cesta. Claro, Robin, é a bola. Não tem nada a ver com a posição das pernas na hora do arremesso.
Adorei que o Batman nem sequer supôs por um segundo que um de seus muitos vilões atacou Robin. Ele sabe que, sem dúvida, Robin de alguma forma se machucou sozinho e pode voltar pra casa sozinho.
O rosto do Coringa aqui é mais perturbador do que qualquer coisa que Heath Ledger tenha feito.
Sim, Robin. Pedindo por favor ele deixa você ir. Depois você diz “Por favor, me deixe te prender”.

Personagens verdes são maricas completos

Temos dois grandes personagens verdes no universo DC, o Arqueiro Verde e o Lanterna Verde, mas surpreendentemente a sua escolha de cor não é a sua única semelhança. Os dois também sofrem de distúrbios emocionais intensos basicamente por nada.
Lanterna Verde, um super-herói semi-onipotente encarregado de proteger a Terra inteira, ordenou que o menino não colhesse aquela flor. Bom, tem que ter uma boa razão. Por quê? É ruim, é rara, ela tem um espinho, o quê? Talvez porque a flor seja dele.
"Vai se ferrar, moleque."

Mas Lanterna Verde não apenas toma flores de crianças chapadas sem nenhuma explicação ...

 Sério que ele disse “Volte para os outros sapos na lagoa.”? Porque, certamente, parece que ele queria dizer “AAAAHHHH... AAAAHHHH... Fique longe de mim.”
Já o Arqueiro Verde está chorando porque viu uma criança rasgando uma pintura que ele fez pra Canário Negro. É quase como se o Arqueiro e o Lanterna estivessem numa competição sobre quem pode ter a maior super-reação para a coisa mais insignificante.

Foi uma época difícil pra super-vilões

Ao imaginar um plano tradicional de um super-vilão, a maioria de nós pensa em coisas grandiosas, como apagar o sol, explodir o Pentágono ou esculpir seu nome na Lua. Mas o que o Super-Dicionário nos mostra é que às vezes super-vilões podem apenas ser totalmente insignificantes.
Como o Pinguim aqui, que certamente pode se dar ao luxo de pagar por uma pá, evitando maiores aborrecimentos. Mas são os princípios da super-vilania que são importantes aqui e esses princípios claramente dizem que super-vilões não pagam por nada. Nunca. Caso encerrado.

Mas uma beterraba?


O Pinguim deixou a porta entreaberta esperando alguém esbarrar nela. Ele precisa desesperadamente de um passatempo. Talvez se ele ocupasse seu tempo ou tivesse alguns amigos ele não seria um completo idiota.

"Prepare-se, Batman. Vou jogar tortas em você."

Regra da super-vilania nº 4: sempre explicar os seus planos em detalhes.

A porta é daquele tamanho mesmo ou é falta de proporção?
Era isso o que Luthor sempre quis? Pintar o Super-Homem? Cadê a parte em que ele desenha um bilau na cara do Super?

Super-Homem e Lois Lane são insanos

Lois e Super sempre tiveram uma relação complicada, mas o Super-Dicionário nos revela alguns fatos surpreendentes sobre suas vidas pessoais.
Muitas caixas contêm cabeças de mulheres. Vimos isso em “Seven”. Não sei se isso é um castigo ou... meu, não sei mesmo o que é isso. O Perry White também não, enquanto Clark apenas olha pra ela com uma expressão que diz “Não mexa com isso. Você não sabe usar”.
"Super-Homem. O que você está fazendo com essa colher de chá gigante?"
"Estou levando para um gigante que não tem colheres de chá."
Claro, Super-Homem, você é um bem-feitor e ajuda a todos. Mas um dos fatores que distinguem uma colher de chá é que, das colheres de medição (chá e de mesa) é que ela é a menor das duas. Quando você está tentando ensinar as crianças o que as palavras e os objetos são, descrever uma colher de chá como “gigante” é meio sem-noção.
Que tipo de cena é essa? Lois só vai dizer ao Super onde ele vai depois que ele decidir como ele quer chegar? Ela vai bater nele se ele não falar logo? O que o Super-Homem fez pra deixar ela tão fula da vida?

Pra finalizar, o mãos-de-cobra:


Não há nenhuma maneira melhor do que essa pra ensinar às crianças o significado de "estranho".

Isso mostra que os editores pensam que a gente vai comprar qualquer coisa que tenha nossos heróis preferidos. E o pior é que é verdade hehehe. See ya later...

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Top 5: Eventos assustadores previstos pelos quadrinhos


Um monte de merda acontece nas histórias em quadrinhos. E um monte de merda acontece na vida real, por isso, de vez em quando eles são obrigados a coincidir, certo? Isso ainda não explica como algumas coisas esquisitas dos quadrinhos ficaram tão certinhas na vida real. Como...


5º lugar: A CRIAÇÃO ULTRA-SECRETA DA BOMBA ATÔMICA 
Uma história do Super-Homem de 1945 mostrou Lex Luthor criando um novo dispositivo estranho pra gerar o caos em Metrópolis.

Esse é o enredo de metade dos quadrinhos em que Lex Luthor aparece - a diferença dessa vez foi que a invenção maluca de Luthor, uma "bomba atômica", acabou no mundo real. 
Definida pra operar no final de 1944, quase um ano antes o mundo descobriu que uma bomba atômica era uma grande sacada.

Enquanto o gibi estava sendo escrito, os cientistas estavam trabalhando secretamente na primeira bomba atômica. Pra manter o sigilo do projeto, o Departamento de Defesa mandou a DC eliminar a história. Sim, aparentemente o Pentágono temia que os japoneses vissem os quadrinhos e pensassem: "Puta merda, isso é real?" e, em seguida, construíssem cúpulas anti-nucleares em torno de todas as suas cidades. Ou algo assim.
Agora, o governo, sendo o governo, não disse pro pessoal da DC por que eles queriam os quadrinhos eliminados. Pra todos na DC, o gibi foi eliminado porque J. Robert Oppenheimer estava secretamente trabalhando em um Super-Homem. Eles não souberam por mais de um ano que uma verdadeira bomba atômica estava sendo desenvolvida e, mesmo assim, a verdadeira bomba atômica e a de Luthor não eram parecidas.
Uma não tinha nada a ver com a outra.

O que é assustador:

Mencionei que a DC não tinha idéia do que tinha feito de errado... e é exatamente por isso que, alguns meses depois, eles fizeram de novo. Uma história na tira de jornal do Super-Homem mostrou um professor de física acertando ele com um ciclotron (um tipo de acelerador de partículas) pra descobrir se ele era realmente tão invulnerável como dizia.
Isso foi em abril de 1945, apenas quatro meses antes de Hiroshima e Nagasaki, quando o Projeto Manhattan tinha chegado a um estágio tão crítico que qualquer coisa relacionada à energia atômica estava sendo censurada pelo governo. Mas por causa da natureza diária da tira, no momento em que o serviço secreto contatou a DC os primeiros capítulos já haviam sido enviados pra vários jornais do país. Era tarde demais pra impedi-los de imprimir as tiras, e é por isso que hoje nós vivemos em um mundo dominado pelos nazistas. 
Na verdade, não. Os japoneses não foram avisados da energia atômica na tira do Super-Homem, talvez porque estivessem muito distraídos preparando mecanismos de defesa contra o Popeye. Ainda assim, o Serviço Secreto forçou a DC a abortar a tira do ciclotron. Assim, em vez de levar a história da energia atômica pra um final, ela terminou quando o Super-Homem decidiu jogar um jogo de beisebol com ele mesmo. 
Assim, dentro de um período de alguns meses, dois roteiristas diferentes que trabalhavam com o mesmo personagem tiveram problemas com o governo por tentar estragar sem querer o mesmo projeto secreto do governo - e um deles realmente fez isso. O Departamento de Guerra pediu pra DC monitorar suas próprias histórias em quadrinhos a partir de então, ignorando o fato de que, nesse ponto, a DC teria que ter acesso Nível 1 no Pentágono pra saber o que o Super-Homem podia ou não fazer.


4º lugar: O DESASTRE DO CHALLENGER 
Em 1986, John Byrne escreveu e desenhou uma minissérie chamada "The Man of Steel", atualizando o Super-Homem pros anos 80. 
Ele agora usa tênis.
Na primeira edição, o Super-Homem deveria fazer sua estréia pública, salvando um ônibus espacial da NASA que deixa de funcionar no meio de Metrópolis.
E é aqui que fica estranho: Super-Homem "supostamente" iria salvar a nave da NASA, porque, enquanto Byrne estava terminando de desenhar a edição, aconteceu isso: 
Em 28 de janeiro de 1986, o ônibus espacial Challenger se desfez logo após o lançamento, matando toda a tripulação. Teria sido um pouco cruel mostrar o Super-Homem evitando facilmente uma tragédia da vida real logo depois que ela aconteceu, então Byrne redesenhou rapidamente as páginas que mostram o ônibus, substituindo por uma "nave experimental." 
Claro, já que as páginas foram redesenhadas antes que alguém pudesse vê-las, Byrne não tem como provar que ele realmente tinha feito um ônibus espacial. O que chegou ao público foi essa aeronave completamente estranha.
Não sou perito, mas como esse trambolho se mantém no ar com aquelas asinhas?

O que é assustador:

A razão do Super-Homem salvar o ônibus em primeiro lugar foi porque (como sempre) Lois Lane estava a bordo. Ela era a única não-astronauta a bordo, uma jornalista pra cobrir o caso, e teria morrido se o Super-Homem não agisse.

Para aqueles que não se lembram, a razão pela qual todos ficaram colados na TV quando o Challenger explodiu foi porque a tripulação incluía Christa McAuliffe, que: a) não era uma astronauta e b) estava em tudo quanto era entrevista antes da nave decolar. Ela era professora e foi a primeira a participar do programa da NASA Professor no Espaço.
A única coisa que o gibi errou foi a profissão exata da mulher não-astronauta que estava a bordo durante o acidente.


3º lugar: O BLECAUTE DE NOVA YORK DE 1977 
A Marvel gosta de se gabar que seus gibis sobre homens superpoderosos em colantes são muito mais realistas do que os gibis da DC sobre homens superpoderosos em colantes, começando com o fato de que a Marvel se baseia em cidades reais, principalmente em Nova York. Mas os leitores que pegaram esse número de “Marvel Team-Up” de 1977 podem ter pensado que era realista demais.
Não é por causa da mulher com asas de inseto, já vou adiantando.
No gibi, o Homem-Aranha e a Vespa lutam contra Equinox, um vilão capaz de disparar fogo dos braços. Como o vilão tumultua Nova York, iniciando incêndios e arrepiando os policiais, uma de suas explosões atinge um edifício, gerando um curto-circuito no transformador e causando um apagão na cidade.
Se isso não é muito realista pra você, veja isso: a edição saiu na mesma semana que o apagão de 1977 em Nova York, que afetou a cidade entre os dias 13 e 14 de julho. Não tinha havido um apagão em Nova York desde 1965 e não haveria outro até 2003, por isso foi uma enorme coincidência.
Se você olhar para a capa, ela mostra "agosto", porque os quadrinhos geralmente são liberados um ou dois meses antes da data de capa. E mesmo que o gibi tivesse saído em agosto, ele ainda teria de ser terminado vários meses antes, o que significa que não poderiam ter conhecimento do apagão quando o escreveram.
Ao contrário dos outros dois apagões, aquele de 1977 teve saques em toda a cidade, incêndios e mais de 500 policiais feridos. Infelizmente, os cidadãos de NY pegaram esse gibi pra poder relaxar e viram exatamente a mesma coisa que estava acontecendo ao redor deles: o gibi previu um grande blecaute que cobriria a cidade de confusão, com policiais lutando por suas vidas.

O que é assustador:

Outro ponto importante é que o artista que desenhou esse número não era de Nova York. Na época ele vivia no Canadá. O nome dele é John Byrne... o mesmo cara que iria escrever e desenhar o gibi do Super-Homem com o ônibus da NASA.
"Nas horas vagas sou cartomante."


2º lugar: A MORTE DE LADY DI 
Cada super-herói que vale alguma coisa tem que morrer e voltar dos mortos em algum momento. Em 1997 foi a vez da Mulher-Maravilha, então a DC fez uma história em que ela entra em coma místico, morre e depois ascende pra se tornar uma deusa do Olimpo. A capa de “Wonder Woman 126” foi uma falsa manchete de jornal anunciando a morte da princesa Diana de Themyscira (ela realmente morre na edição seguinte). 
Você provavelmente não ouve as pessoas referindo-se à Mulher-Maravilha como "Princesa Diana" muitas vezes, mas é como a capa da edição a chamou. E isso foi realmente lamentável, porque três dias depois que o gibi saiu, a princesa Diana de Gales morreu em um acidente de carro. 
"Oh, não. Peraí... qual delas?"
A edição seguinte (finalizada meses antes) inclui a frase "Princesa Diana está morta", mas termina com uma nota da Mulher-Maravilha tranquilizando a todos de que ela está bem. Esse número, por outro lado, termina com seus amigos e familiares muito tristes por ela ter sofrido uma morte lenta e dolorosa. Então, por uma semana todos os jornais do mundo ficaram assim: 
E a DC castigou a todos imprimindo uma capa que ficou assim:

O que é assustador:

Os observadores cuidadosos podem ter notado um detalhe perturbador na imagem acima: 
Sim, esse gibi foi feito pelo mesmo cara das duas posições anteriores, 20 anos após o apagão de Nova York e 11 após o Challenger. Ele também previu um terremoto no Japão em uma edição de X-Men. 
Byrne não previu nenhum desastre nos últimos anos, mas fiquem atentos para suas próximas histórias.


1º lugar: OS ATAQUES DE 11/09 
Esse número mostrou as conseqüências de uma invasão alienígena em Metrópolis, e incluiu essa imagem: 
Isso mesmo, essa imagem apareceu em um gibi do Super-Homem que saiu no dia seguinte aos ataques. Na verdade, deveria ser o edifício da LexCorp, que é uma única torre em forma de um L gigante.
Assim, eles não só escolheram o pior ângulo possível pra descrever o dano... eles fizeram isso em uma história que saiu em 12/09. Obviamente não havia nada que a DC pudesse fazer pra tirar o gibi de circulação. Eles recolheram os gibis, mas poucos ou nenhum foram realmente devolvidos porque as pessoas entenderam que essa era só uma infeliz coincidência e não culpa da DC.

O que é assustador:

Outras partes do gibi mostram o impacto da invasão alienígena em diferentes partes do mundo, como a Austrália... 
Washington... 
E as Torres Gêmeas...
Só falta verificar se os pontos de impacto também são os mesmos.
Portanto, fique atento a catástrofes nos gibis. Quem sabe você evita de estar nelas. See ya later...