domingo, 8 de junho de 2014

TOP TRIN: JOGOS ANTIGOS E PERVERTIDOS

Não seja hipócrita: em algum momento da sua vida, ao ver uma gostosa num game qualquer sua vontade de praticar onanismo se manifestou, correto? O que dizer então quando o jogo é explicitamente erótico? Quer dizer, em alguns casos a imaginação tinha que ser muito fértil, mas em outros a mensagem é jogada na sua cara com toda a libido possível. Divirtam-se, matem a saudade dessas pérolas do mundo gamístico, confessem que se acabaram em pelo menos um deles...


10º lugar: PEEK-A-BOO POKER (NES)
Um dos primeiros jogos pornô, foi um pouco mais longe do que outros com a marca NES por ser realmente jogável, e não apenas mais uma máquina caça-níqueis. É um simples simulador de pôquer, em que o jogador ganha uma imagem erótica pra cada 1000 dólares ganhos.
Excitante? Não, jogar uma sequência inteira de videogame só pra ver uma mina pixelizada ainda parece ridículo, mesmo naquela época.  Peek-A-Boo Poker é mais famoso por sua raridade do que por sua jogabilidade ou gostosura de suas moçoilas. Acreditar que esse é realmente um bom jogo é um esforço de imaginação. Realmente, não sei o que mais posso dizer sobre Peek-A-Boo Poker. Pra falar a verdade, só entrou na lista pra eu não ter que escrever sobre Cho Oniki.


9º lugar: BUBBLE BATH BABES (NES) 
Um dia, um designer de jogos estava jogando Tetris e pensou: "E se eu estivesse jogando esse tipo de jogo, mas ao mesmo tempo tivesse uma ereção?" E então Bubble Bath Babes nasceu. É muito parecido com Tetris, só que tem uma mulher nua na tela enquanto você joga. 
Além disso o jogo mostra as mulheres rodeadas de flores e gritando sobre bolhas de sabão. Por exemplo, uma menina de grita "HORA DO HOT SHOT, CUIDADO! Quer me ensaboar?". Isso desmontava qualquer moleque de 12 anos que jogava o cartucho escondido dos pais.
As imagens que você ganha do banho de espuma são mais fáceis de se alegrar do que qualquer uma das telas de jogo, mas ainda não são tão sexy. Quando uma mulher que fala inglês mal pra caramba está tentando seduzir alguém com trocadilhos sobre bolhas de sabão, é uma batalha difícil, não importa o quanto ela seja atraente. Por exemplo, ela pode estar lavando seu carro com um grupo de líderes de torcida de topless, mas quando as palavras "Estoure minhas bolhas, aposto que pode estourar" saem de sua boca, é pra se ficar na defensiva. 
A cada nível, as mulheres gritam mais e ficam mais nuas.  Assim, no ponto de nudez completa, você provavelmente vai ter que pôr uma camisa de força nela. Não que seja fácil fazer elas ficarem sem calcinha. Requer um nível fantástico de coordenação e reflexos rápidos. Se você se acabou enquanto jogava usando sua destreza incrível, há uma boa chance de ter uma convulsão cerebral.


8º lugar: BURNING DESIRE (Atari) 
Em Burning Desire você é um trabalhador de resgate aéreo pelado mergulhando pra salvar uma mulher de canibais. Ela está em um pedestal sendo lentamente queimada até a morte. Para o seu ousado resgate, você se balança em um helicóptero e apaga o fogo com uma coisa em forma de bastão que sai da cintura. Eu não sou fisiologista, mas eu gostaria de pensar que o que apaga o fogo e molha o rosto da senhora angustiada é uma mangueira de incêndio e não um pênis monstruoso, mas como isso foi lançado como um jogo adulto, já deu pra notar o que é.
Uma coisa saindo de sua virilha, e é maior do que as pernas.
Depois de apagar o fogo que está cozinhando a mulher viva, você se abaixa até ela. Em seu desespero, ela vai pegar o seu badalo com a boca e segurar com os dentes. Apagar o fogo leva alguns minutos, e enquanto você está fazendo isso, a única coisa que os nativos podem fazer é jogar pedras na máquina voadora. E, assim como seria de esperar, uma rocha não é párea pra um helicóptero com um homem nu pendurado com uma virilha que pode apagar incêndios florestais.
O resgate real é simples, e sua única recompensa é (não pisque ou você perde, é bem rápido) é a animação de um 69.


7º lugar: O YAKYUKEN SPECIAL (Sega Saturn) 
O Yakyuken Special é um jogo complicado. Primeiro você seleciona uma japonesinha bonita pra duelar Pedra-Papel-Tesoura. Depois de escolher uma, ela educadamente lhe dá nome, medidas e idade e, em seguida, desafia você.
Se você ganhar, ela tira uma peça de roupa. Depois, há um vídeo de sua dança. Mas não uma sexy dança stripper. Todas as meninas dançam como adoráveis princesas saltando. 
Obviamente, esse é um jogo do Japão. Devemos nos contentar que um demônio cheio de tentáculos não desliza pra dentro do quarto e “amarra” ela todinha.
A inocência nunca deixa os rostos dessas meninas dançando. Há momentos em que você jura que não tem idéia do porquê ficar nua e dançando em um Sega Saturn é tão legal. Isso significa que não importa o quanto elas fiquem nuas, você é o único que se sente sujo. Cada confronto dura até alguém perder cinco vezes. Nesse tempo, ou é game over, ou você está assistindo uma garota nua espalhar o espírito de amizade com o seu sorriso e mamilos expostos. 
UHUUUUUU
Infelizmente, esse jogo engana. Estatisticamente, em Pedra-Papel-Tesoura, você deve ganhar cerca de metade dos jogos. Aqui você talvez ganhe um em cada 50 jogos. Se você conseguir passar o tempo e esforço necessário pra fazer uma menina retirar adoravelmente sua calcinha nesse jogo, você provavelmente poderia ter conseguido isso 30 ou 40 vezes com mulheres reais. 


6º lugar: GIGOLO (Atari) 
Com seu cartucho de Gigolo e um pouco de imaginação, você e seu Atari poderiam ir em um passeio emocionante ao mundo da prostituição. O objetivo do jogo é ir de porta em porta e se esfregar em qualquer homem que você encontrar dentro. Quando você encontrar um cliente, o jogo muda pra uma sequência em que você “cavalga” o moço em seu apartamento sem mobília. Pressione o joystick pra cima e pra baixo pra faze...hããã...ah, você entendeu. Você recebe um dólar pra cada um desses atos libidinosos. 
Quando o Zé Ninguém terminar a cópula você vai saber, porque ele vai te chutar pra calçada. Em seguida, você tem que andar pelas ruas vazias e devolver o dinheiro pro seu cafetão. O único desafio real do jogo vem do fato de que muitas casas aleatórias têm pessoas que não querem uma prostituta, então vão jogá-lo na rua e chamar a polícia. Aí vira uma corrida louca pra escapar dos policiais, entrando nas casas e esperando que alguém lá dentro te esconda enquanto eles te pagam pra fazer o famoso vai-vem. 
Como você pode ver, esse cliente tem gasto muito seu
dinheiro com sacanagem que não pode pagar uma cama


5º lugar: BOONG-GA BOONG-GA (Arcade) 
Desenvolvido por coreanos para os japoneses, Boong-Ga Boong-Ga é o primeiro arcade que combina espancar idiotas e adivinhação. Você escolhe um entre oito personagens e, em seguida, prepare-se pra isso, você enfia um dedo de plástico gigante em uma bunda que sai pra fora da máquina ao lado das palavras "DIVIRTA-SE. APROVEITE". Como você espanca o personagem, o jogo tem uma animação de sua vítima gemendo de dor, e depois do jogo, acredite, as taxas de sua virilidade sexual com base no impacto do seu dedo contra o tóba virtual. Ah, e seu mascote é um monstro mágico de seis metros feito de cocô.
Não há realmente nenhuma nudez pra ganhar esse jogo, mas com um bom desempenho nele, um cartão sai da máquina e "irá explicar o seu comportamento sexual." Adivinhar de que tipo é uma pessoa que molesta uma bunda de brinquedo em público é uma aposta segura se a carta dizer: "Sua vida sexual tem um grande número de comportamentos criminosos bizarros."


4º lugar: BEAT’EM & EAT’EM (Atari) 
O objetivo de Beat'em & Eat'em é simples. Você controla duas mulheres nuas que correm pra lá e pra cá tentando pegar sêmen com a boca. Você pode perguntar por que alguém faria algo assim. Bom, o manual diz que cada gota que cai "poderia ter sido um famoso médico ou advogado." O problema com isso é que se alguém está se masturbando em um telhado, as chances dos genes dele serem bons são quase zero. 
Conforme o jogo avança, o sêmen cai como uma chuva maldita e fazer as moçoilas sedentas pegarem tudo isso com a boca requer um milagre de perversão e reflexos. No entanto, pra cada onda de queda dos futuros médicos que elas engolem, você é recompensado com uma animação nojenta das mulheres lambendo os beiços.
E devido aos gráficos primitivos do Atari, a tentativa de desenhar lábios fez parecer que elas têm barbas completas.


3º lugar: STRIP FIGHTER 2 (Turbo Grafix 16) 
Essa é uma paródia com tetas de Street Fighter 2. Mulheres caratecas se enfrentam em um torneio de luta onde a vencedora leva pra casa fotos nuas de outras mulheres. Como em todos os jogos de luta, elas vêm de origens e culturas variadas. Há uma menina combinando maiô e chapéu em forma de pássaro, uma lutadora profissional gorda, uma bailarina de lingerie e uma mulher que está vestindo apenas uma cobra. 
Ao contrário de outros jogos, em que lutadores se reúnem para a glória da vitória ou a conquista de alguma dimensão retardada, o espírito de luta que une essas guerreiras de almas nobres é o fato de que a maioria de suas técnicas de artes marciais giram em torno de mostrar suas calcinhas uma pra outra.
Ele tem um momento assustador. Antes da câmera se mover pra baixo de seu corpo estrategicamente turvo, há uma tentativa fracassada pelos artistas gráficos de fazer a menina piscar pra você. Um gráfico estúpido de uma pálpebra que aparece e depois desaparece. Não sei se você já viu alguém piscar sem mover o resto do rosto, mas parece como flertar com uma boneca com um olho quebrado. 
Você só ganha fotos de mulheres nuas se você vencer o jogo em um alto nível de dificuldade. Strip Fighter 2 tem controles tão insensíveis que às vezes você não pode dizer qual das mulheres você está controlando. Normalmente você pode apenas dizer se ganhou se você ganhar a aterrorizante piscadinha da mulher nua depois.


2º lugar: CUSTER’S REVENGE (Atari)
Custer’s Revenge é uma recriação da batalha de Little Big Horn, reescrita pra apelar às nossas fantasias adultas. Em vez de ser morto pelo selvagem ateu Sioux e os índios Cheyenne, o General Custer corre através de uma chuva de flechas pra transar com uma mulher amarrada a um cacto. 
A forma como o membro de Custer balança ao vento em ritmo perfeito com o seu lenço rosa cria uma imagem mais assustadora que o normal. No entanto, a índia que ele agride sexualmente parece uma salsicha em um palito. Pais preocupados podem estar se perguntando como explicar esse nível de intensa sexualidade pros seus filhos. Bom, o manual de Custer’s Revenge aconselha: "Se as crianças pegarem você  e perguntarem, diga que Custer e a donzela só estão dançando". 

Para nossa alegria, apesar de uma chuva
de flechas mortais, eles são só sorrisos.
Chegar do outro lado da tela pra marcar pontos com sua pélvis é mais uma questão de sorte, pois se você ver que uma flecha está vindo em você, normalmente você não pode se mover rápido o suficiente pra sair do caminho. Além disso, cactos aparecem aleatoriamente pra espetar seu bigulim sem aviso prévio. Estes são os dois grandes obstáculos na sua nobre missão, mas o verdadeiro desafio deve ter vindo quando Custer teve que convencer a sétima cavalaria a passar por esta operação.

Custer: "Senhores, vocês são o esquadrão mais bravo de homens que este sulista teve o privilégio de servir junto. Vocês vão precisar de coragem hoje, já que suas ordens são pra remover minhas calças e cuecas. Eu, então, tentarei forçar sexo com uma índia sob fogo inimigo pesado. Alguma pergunta? "
Conselheiro militar de Custer: "Sim, Senhor. Várias, várias..."


1º lugar: MISS WORLD ’96 NUDE (Arcade)
O objetivo de Miss World '96 Nude é extrair áreas da tela pra descobrir a imagem de uma mulher nua. O desafio vem das criaturas que tentam matá-lo enquanto você está desenhando. Apesar do nome Miss World '96 Nude, algumas das nações foram mal informadas e mantiveram suas mulheres com as roupas íntimas ou roupas de banho. Por outro lado, algumas nações foram um pouco longe demais e são representadas por mulheres que parecem que foram fotografadas por um homem tentando subir seus canais de nascimento.
A maioria das mulheres nesse jogo é bonita, o que não é um problema. O problema é que em pontos aleatórios durante o jogo, a cabeça de uma menina aparece, grita "TURNING" e, em seguida, se transforma no Drácula. Em seguida, a foto nua que você está descobrindo vira uma cena de horror.
Ora, até que isso não é tão ruim...
AAAHHH MAS QUE MERDAAAA....
Cabeças de demônio rosnando e cabeças de demônios menores desencadeiam um ataque de terror que jogará no lixo qualquer autogratificação que você tiver. A visão do inferno, eventualmente, volta a ser uma garota de topless, mas até lá dá uma puta raiva. Demora alguns trimestres e um estômago forte pros monstrengos revelarem uma foto nua, e o corpo de cada mulher é mostrado em silhueta antes de descobri-la.
Ohhh, just in time...
Então, se você tem habilidades básicas de decifrar uma silhueta, você pode ir direto para a parte do corpo que você mais quer olhar. Por exemplo, se você gosta de axilas, é muito fácil de descobrir onde as axilas são e tirar a área ao seu redor. Mas fique esperto. A qualquer momento sua desejada axila pode virar o Pinhead.

E aí, matou a saudade de quando você trabalhava manualmente com poucos pixels e muita imaginação? Ah, moleque safado, por isso que você vivia pedindo um Atari pra sua mãe, né? See ya later...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

FILMES TRASH: O LIXO DIVERTIDO

TRASH: um termo que é usado da maneira mais errada possível, pois traduzem ele como qualquer filme ruim ou tranqueira. Trash é o filme sem nenhum orçamento, mas com o máximo de diversão. É o filme que deveria assustar mas acaba matando de rir. O filme que se esforçou pra ser melhor, mas não teve outro remédio senão improvisar. Filme ruim é chato e sem graça. O trash diverte sempre. Filme ruim nunca vira cult, já o trash é adorado. Tranqueira é “Waterworld” (lembram?), produção milionária que aborrece.
"O Monstro da Lagoa Negra": peixão brasileiro, sabiam?
Trash são Zé do Caixão, Ed Wood, Godzilla, Pornô Nacional (porque não?). Gore, Camp, B... há muitos nomes pra filmes desse tipo. Para os não iniciados ou só pra facilitar a conversa, vamos dar uma passada a limpo em cada gênero podreira que todo nós adoramos (ou eu, pelo menos):


"Blácula"
BLAXPLOINTATION: Filme com equipe técnica e elenco quase toda de negros. Por serem produzidos em sua maioria nos anos 70, cabelos black power, roupas coloridas e soul music foram muito usados na tentativas de recriar clássicos com temática black, como “Blácula” e “Blackenstein”.


É o filme, não a banda

FILME B: Hoje em dia chamam todo filme de baixo orçamento de Filme B. Na verdade o termo se refere a filmes que eram complementos dos Filmes A, isso nos anos 30 e 40. Exemplos são “O Zumbi Branco” e “Cat People”.


"O Vingador Tóxico": sucesso absoluto da Troma


CAMP: Filmes de mau gosto proposital, bregas assumidos, como se o diretor fosse o Falcão. Como “O Abominável Dr. Phibes” ou “Vingador Tóxico”, da produtora Troma, que é especialista nesses filmes.
As pessoas mais felizes num filme de terror
DRIVE-IN MOVIES: Como o nome já diz, filmes feitos direto pra esse tipo de cinemas nos anos 50 e 60 (errou se pensou que eram os drive-ins de mulheres pagas, mané).  Aproveitando o público alvo, quase todos eram terror teen, como “I Was a Teenage Werewolf” e “I Was a Teenage Frankenstein”.



"A Noite dos Mortos-Vivos": referência até hoje
CULT: Mais um termo deturpado. Hoje qualquer filme estranho ou diferente é chamado de cult. Na verdade poucos merecem esse título, pois são filmes que com o passar do tempo são cultuados pelos fãs, como “Plano 9 do Espaço Sideral”, “A Noite dos Mortos-Vivos” e o maior de todos os cults, “Rocky Horror Picture Show”.

"O Gabinete do Dr. Caligari"
EXPRESSIONISMO: Movimento artístico que surgiu na Alemanha dos anos 20, é talvez a origem de todos os filmes de terror, pois as luzes, sombras e cenários distorcidos refletiam a loucura humana. “Nosferatu” e “O Gabinete do Dr. Caligari” são mais do que exemplos, são definitivos.

"A Vingança de Jennifer"
EXPLOITATION: É o filme com o objetivo comercial de um tema escabroso ou polêmico. “A Vingança de Jennifer”, sobre estupro, ou “Os Sobreviventes dos Andes”, sobre a tragédia de avião, são alguns exemplos.
"Fome Animal"
GORE: Filmes nojentos, onde o que mais se vê são sangue, vísceras e melecas em geral. “Re-Animator”, “Hellraiser” e “Fome Animal” não são recomendados pra se assistir comendo alguma coisa.
Adivinha quem é?


SPLATTER ou SLASHER: É quase o Gore, mas com umas diferenças. Aqui a violência faz jorrar sangue ou algum membro é decepado, mas não chega ao nojo escatológico. “O Massacre da Serra Elétrica” e “Sexta-Feira 13” são mestres nisso.

"O Silêncio dos Inocentes": uma aula de como se fazer um thriller
THRILLER: O limite entre o suspense e o terror. Na maioria da vezes é policial, mas se tem umas dúzias de tiros a mais ou um teor psicológico forte, ganha esse nome. “O Silêncio dos Inocentes” ou “Seven” são vendidos como policiais, mas apavoram o público mais que o normal.

Pois bem, no começo eles salvaram a pele de muito executivo grandão do cinema. Nos anos 40 os filmes classudos da RKO davam um baita prejuízo. Em 1942 o diretor e produtor Val Lewton recebeu a tarefa de fazer uma série de filmes de horror que não passassem de 150 mil dólares, não levassem mais de 3 semanas pra filmar e tivessem no máximo 70 minutos.
Foi aqui que nasceu a "podreira" que amamos
O primeiro desses, Cat People, rendeu 3 milhões e salvou a RKO da falência. Aí virou moda fazer esse tipo de filme.

Nos anos 50 o gênero se consolidou, com filmes como “O Ataque da Mulher de 15 Metros” e “Plano 9 do Espaço Sideral”, considerado o pior filme de todos os tempos. Nessa época surgiu um tal de Roger Corman, que era capaz de realizar um filme em três dias, aproveitando elenco, restos de película e cenários de outra produção, enquanto os carpinteiros do estúdio demoliam as paredes ao redor.
"O ataque da mulher de 15 metros" e o pior filme do mundo: "Plano 9"
O que também explodia nessa década eram os filmes com carros, garotas e rock’n roll, onde os cartazes exaltavam o quanto selvagens, loucos, sensacionais e adolescentes os filmes eram. Seguindo eles, vieram os filmes de gangues e de mulheres em reformatórios ou prisões.
"Caged" deu todos os esteriótipos dos filmes sobre presídios femininos
Já no início da década de 60, a exploração de Hollywood foi parar nas praias, em filmes como “Praia dos Amores” ou “Como Rechear um Biquíni”. Até mesmo os astros de horror saíram das sombras para as areias: Boris Karloff, em “Ghost in the Invisible Bikini”; e Vincent Price, no inacreditável “Dr. Goldfoot and the Bikini Machine”, em que pretendia dominar o mundo com robôs de biquíni.
Vincent Price e suas roboas
Lá pelo meio dos anos 60, nasceram os filmes de motociclistas e as produções hippies. “Sem Destino” é o clássico absoluto dos filmes de moto, enquanto que “Psych-Out” talvez seja a maior pérola psicodélica do período, deixando registradas as inacreditáveis imagens de Jack Nicholson tocando guitarra num show de rock.
Psicodelia no talo
Essa década também trouxe muita nudez pros filmes. Russ Meyer deveria ser canonizado pelo pares de seios que filmou em “Kiss Me Quick” (sobre aliens interessados na vida sexual do Monstro de Frankenstein) ou no clássico “Faster Pussycat ! Kill ! Kill !
Tura Satana em "Faster Pussycat Kill Kill": nunca presto atenção no rosto dela
Em 1963, o diretor Herschell Gordon Lewis modificaria completamente o horror B ao mais pedaços de garotas desmembradas do que o público conseguia contar. “Blood Feast” inaugurou o gênero gore, com suas feridas expostas e muita tinta vermelha. Nos anos 70 nasceu o slasher, no inesquecível “Massacre da Serra Elétrica”, gênero mais do que estabelecido com “Sexta-Feira 13” e “Halloween”.
"O Massacre da Serra Elétrica": filme feito com a grana de "Garganta Profunda"
Eis então que apareceu o diretor John Waters, com seu gosto pelo grotesco. Sua estrela favorita, Divine, era um travesti  gordo. Na cena final do imbatível “Pink Flamingos”, a câmera focaliza um cachorro cagando e, sem cortes, mostra Divine comendo a merda. Clássico.
Divine e seu banquete

Resumindo, trashmaníacos amam filmes:
• De monstros
• Sobre presídios de mulheres
• Sobre gangues de motoqueiros dos anos 70
• De artes marciais
• De imitações do Rambo
• De Elvis Presley no Havaí
• Sobre experiências científicas nazistas
• Com o título começando com “A Ilha dos...”
• De Hitchcock, John Ford, Sam Peckinpah, John Carpenter, Spielberg, Cronenberg, John Landis, Roger Corman, George Romero, Dario Argento…

E quando falamos de trash, vamos esquecer filmes:
• Do Leste Europeu
• Alemães (tirando os expressionistas)
• Musicais
• Sobre minorias
• De jazz
• Com mais de 2 horas de duração
• Sobre dramas pessoais
• Do ridículo David Lynch, que faz cult pras massas
O cult absoluto
É tão fácil fazer filmes com pouco dinheiro que a filmografia trash é interminável. Vale lembrar do cult “Rocky Horror Picture Show”, em que até hoje rola uma sessão do filme uma vez por mês nos EUA, com a plateia vestindo as roupas dos personagens, dizendo as falas, cantando, dando seu espetáculo particular. Ou dos trabalhos de Sam Raimi, os filmes da produtora Troma, ou clássicos como “Ataque dos Tomates Assassinos” e “Elvira, a Rainha das Trevas”.
Elvira. Mais uma que quase nenhum marmanjo conhece o rosto
Sempre é bom se aventurar de vez em quando no universo dos filmes preto-e-branco, com monstro de borracha, roteiros sem pé nem cabeça, mulheres seminuas vindas de planetas estranhos ou de cientistas loucos. Tente você também. See ya later...